Ai que saudade que eu tava sentindo das noites de São Joao

...das noites tão brasileiras nas fogueiras, sob o luar do sertão.

primeiramente [esse post]

Agora é madrugada e eu estou possuída pelo ritmo junino, querendo chorar porque não tem UM portal de fofocas juninas pra me informar sobre a linha de produção das quadrilhas, pra mostrar de perto as roupas dos integrante, pra fazer entrevista com diretor artístico de quadrilha explicando os enredos, mostrando um caderno de desenho das roupas. Num tem UM canal do youtube mostrando os bastidores das quadrilhas, o dia a dia de uma quadrilheira, como é a rotina, a dieta, essas coisas bestas.

Cadê uma Ascom de junina? Cadê um canal de tv só pra isso? Um programa mostrando a labuta do ano todo montando enredo, igual é o carnaval, porém sem o mesmo apelo da grande mídia, nem da pequena mídia também k. Eu sei que é complicado ficar cobrando da grande mídia qualquer coisa, odeio esse discurso inclusive, por isso meu apelo é pra galera ter um site.

E o pior é que deve ter, eu só preciso pesquisar mais e eu tenho fé que vou achar! Mas eu queria um canal que falasse das quadrilhas da minha região ou que pelo menos reunisse o que já foi falado sobre (essa aqui era uma boa). Por isso, repito, meu apelo é pra cada quadrilha ter seu site (não só um instagram).


Eu tô insuportável, numa fase da militância que é a pior que têm: quando você ta começando a se informar sobre uma causa e tá com todo o gás, daí pra você tudo é novo e todo mundo tinha que aderir... Então, eu tô naquela mentalidade que, pra mim, todo mundo tinha que ter blog ou todo setor tinha que ter seu próprio site.

Eu ainda vou me sentar pra escrever mais sobre isso, um dia, mas por hora vou ficar só no recorte junino.

Passei uns dias pesquisando sobre as federações juninas de cada estado do nordeste, mas só conseguia achar perfis de Instagram (com muitos banners que nada informam) e páginas de facebook desatualizadas. Daí entrei numa liga e lembrei que o facebook foi o blog de muitas pessoas por alguns anos, porque era uma plataforma que permitia textos grandes e demais formatos (imagem e vídeo), centralizado numa rede com trânsito de pessoas. Muito conveniente e fácil de mexer. Mas ainda assim, limitado...

Tô aqui me perguntando se num tem UM acadêmico de jornalismo aqui da cidade, que seja quadrilheiro, que puxe essa pauta, que direcione seu trabalho pra esse setor, que se especialize nisso? É nessas horas que eu me indigno* de num ter feito jornalismo. Todo dia eu tenho uma ideia boa e num posso fazer, porque num tenho nem pique, nem orçamento, nem nada... só um sonho kkkk.

Bixo, eu num tenho nem vergonha na cara de ta falando uma coisa dessas porque eu trabalho nessa área, num faço nada porque num quero tamanha responsabilidade 🤡

Tô pra chegar nas quadrilhas oferecendo mídia de graça: "gente me contrata, em troca eu viajo com vocês pelo nordeste, ou então descola ao meno ingresso pro festival local". Não seria uma má ideia... Se eu num tivesse um pingo de juízo, eu ia atrás disso. 


Olha, eu queria falar sobre muita coisa, sobre tudo. Queria sentar com a galera idealizadora das quadrilhas daqui, queria registrar toda a história junina da minha cidade, queria compilar todas as leis de incentivo, queria falar sobre o apelo educativo que as juninas trazem, desde os integrantes vindos da escola, dos ensaios nas quadras escolares até os temas escolhidos e muitas vezes escrito pro professores. Queria falar com os coreógrafos. Queria falar com a galera de dentro que faz pesquisa acadêmica sobre. Queria falar dos aspectos sociológicos, religiosos e culturais dessa época, dos festejos e festivais. 

Ai que dor, querer tanta coisa e ao mesmo tempo não poder fazer nada, por ser muito grande e muito utópico pra fazer sozinha. E tem tanta coisa pra ser dita...

Enfim, eu só tava morrendo de saudades mesmo, porque em 2019 eu não pude assistir o arraial daqui, nem participar dos festejos de igrejas e depois emendou numa pandemia. Tô numa abstinência de três fucking anos! Ta inconcebível o tamanho da minha alegria e da minha inspiração com tudo que tô podendo viver agora. 

Eita, São João dos meus sonhos
Eita, saudoso sertão, ai, ai


Eu escrevi esse post antes de dar uma treta enorme com o resultado do festival de junina da minha cidade, mal sabendo que ia se fazer necessário um portal de fofocas juninas de fato. Contando que não gere cyberbullying e o povo saiba brincar, sou a favor do fortalecimento da comunidade junina por meio do fomento de tretas e do deboche. Durkheim explica. Paz!

Eu dava tudo por uma fanfic em cenário junino, nunca pedi nada sen-or!

* essa escrita soa como adjetivo:"indígno", mas nesse caso é um verbo. Acabei de descobrir que não se escreve a conjugação como se fala: "indiguíno", com ênfase no "gui". Amo a língua portuguesa!

4 comentários:

  1. Não estava conseguindo colocar comentário no seu blog.

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    1. É a terceira vez que escrevo essa bagaça.
      Olá, como vai? Sim, eu sumi, porque a vida não tá bela pra mim, como vai? Estou melhorando. Vou resumir:
      Faz 5 anos que não vejo uma festa junina, espero que consiga andar com seu pequeno projeto, ficaria feliz em vê-lo.
      Não sou fã de militância, porque as vezes acho muito bestas alguns tipos de discussões, mas é eu comigo mesma.

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    2. Alias, começa devagarinho, talvez você encontre algumas pessoas para fazer seu projeto.

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    3. Que bom que agora deu certo pra comentar. Nem sei bem se é um projeto, só tava divagando em "voz alta" em um momento de empolgação kk. Mas obrigada pelo apoio, vou continuar falando sobre festa junina por aqui e o que mais eu achar legal sobre o período junino ~( ̄▽ ̄)~ . Assim espero...

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