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Tava afim de ouvir um samba

Existe uma coisa no samba, que está para além da melodia e musicalidade. O samba não só é, como também soa como um movimento político. E é perceptível de uma forma que não é preciso saber história para notar, nem é preciso de letras explicitamente políticas para notar. Até porque o samba não é conhecido por ser politico como o rock, não canta um "Brasil, mostra a tua cara", mas nem por isso deixa de ser menos político. Essas mensagens estão presentes no samba, quando cantam sobre o cotidiano, sobre o parente que sai pra trabalhar, sobre o amigo que canta e dança no tempo livre, sobre o patrão, sobre ser negro nesse país de escravocrata... Mas o foco é no cotidiano, no dia a dia, nas pessoas e no trabalho. Eu gosto disso no samba, é próximo, é comum, é familiar...

Não sei explicar de forma acadêmica, sociológica ou qualquer forma respaldada intelectualmente falando, pois também não sou uma grande conhecedora do samba. Muito menos aprecio tanto assim o ritmo. Mas é incrível como eu me sinto muito tocada e movida, com todas as poucas músicas de samba que já ouvi. Principalmente os mais antigos, cantados por vozes femininas.

Ler me dá sono

Eu achava que não gostava de ler, pq a leitura sempre me deu sono. Acontece que eu era TDAH e não sabia K, mas fora isso, ler é uma atividade mais lenta mesmo, então é entediante (independente de quão bom seja). 

Mind you: meus amigos eram leitores e sempre relatavam não poder ler a noite, porque não conseguiam dormir e varavam a noite lendo, e as mães brigavam com eles por isso. Isso sendo totalmente contrária a minha experiência com a leitura, mas que era recorrente em canais e blogs de leitura que eu consumia, o que me fazia sentir deslocada.

Então, em algum momento da minha adolescência, eu decidi que iria ler e dormir quando desse sono. Mesmo que todo dia desse sono e eu mal conseguisse terminar um capítulo. Hoje em dia, ler é um recurso que me ajudar a dormir, quem diria. A maldita da insônia!

Máquina de lavar roupa, um desabafo

Das coisas que penso muito sobre, temos os afazeres domésticos, juntamente de seus eletrodomésticos.

Penso que a história da criação de alguns eletros, deve explicar toda a cadeia de consumo por trás do item.

Minha hipótese para a máquina de lavar roupa é que ela existe para esgaçar as roupas mais rápido, fruto da decadência do capitalismo e alimento para o fast fashion. Pois não temos o tempo necessário, nem mesmo a sabedoria, para lavar a roupa a mão, tal como é recomendado. Tanto que vem nas etiquetas das roupas, mesmo as de plástico. 

Amargura e motivação

A pequena dose de motivação e revolta de hoje é: eu não preciso economizar mais, preciso ganhar mais.

E em complemento: eu não preciso trabalhar mais, eu preciso ganhar mais (pelo que eu já trabalho, pq eu não sou uma vagabunda!).

A decadência é sua, da empresa, do Estado, do capitalismo, sistêmica e não minha.

Não sendo ingênua, sei que não há revolução do eu só, então sigo o corre, mas ciente disso.

Pois é sempre bom estar atento e forte, vigiai e orai, senão vem o diábo em forma de capitalismo e depressão, te fazendo duvidar e perder a fé em si mesmo. 

Todo dia sai o otário de casa, porque o malandro tá em casa guardado por deus, acima de todos, contando vil metal e saindo só quando bem quer. Um beijo!

Inconsistência do ser online

Esse texto é um ensaio para mim mesma, pra quando quiser fazer algo novo na internet. E para apaziguar minha hiperatividade.

Já imaginou existir nas redes sociais sem ser influencer ou mesmo influente/ relevante?

Combatendo domingos depressivos comigo

Sobre a necessidade de tomar medicamento estimulante no domingo, para combater o fenômeno do blue sunday que me acomete toda semana. Na tentativa de não querer morrer porque amanhã é segunda.

Ou seja, agora estou sob efeito de estimulantes e preciso urgentemente escrever para me sentir em paz comigo mesma e com a inquietação das minhas mãos.

Superestimulada por telas

Contexto: superestimulada, doente e hipersensível. Ouvindo música na televisão, porém a luz da tv me incomoda, gerando muito estimulo, queria ouvir música com a tela desligada. Não quero ouvir música pelo celular. Por razões maiores, não tem a configuração necessária na minha tv para apagar a tela.

Pensamento: nessas horas, um toca disco/ caixa de som/ radio fm tem suas vantagens e seu propósito de ser.


Tenha uma timeline finita

Um feed desinteressante, é melhor pra mim. 

Estive usando o twitter com o feed de seguidos, apenas e tem sido healing. Pois, o twitter  especificamente, esteve sendo muito estimulante para mim. Só que um estímulo que me deixava zangada, com os mesmos temas: gente burra, opiniões extremistas, tensões politicas burras, briga de fandom, depoimentos tortos de pessoas que nao me importa e das quais nao quero conhecer. Uma caralhada de coisas que eu não quero e não gosto, mas era inevitável não ler e não se zangar, afinal, tava ali na minha frente.

Agora, eu só abro e vejo se tem tweet de alguém que eu já sigo, logo acabam as atualizações e logo eu fecho o app. Sem ficar rolando infinitamente e sem me zangar. Outra coisa que fiz, foi me inscrever em algumas comunidades de assuntos que gosto ou de imagens bonitas. Então eu checo as atualizações, interajo com quem eu quiser e tchau. Mó paz.

Sobre esquecer as coisas, sempre e sempre

Um dia, a mãe me reclamou que eu tinha esquecido de botar o copo na boca do galão. Pra tampar e impedir de entrar impurezas na água potável. Sendo que eu nem tinha chegado perto do galão. 

Fiquei muito frustrada com a acusação e isso evocou vários sentimentos mal resolvidos que eu tenho com esse tipo de situação e com minha relação com a minha mãe, num geral. Conversamos sobre e okay. Estou tentando prestar mais atenção em como as coisas me fazem sentir e registrar isso. Por isso estamos aqui hoje.

Sobre o que é e o que não é

O que o google tem a nos dizer sobre isso?

O que o autor tem a nos dizer sobre isso?

Veja, a pergunta não é sobre o que é. Mas o que aquilo nos diz. O que nos dizem, não é, exatamente. E o que é, é o que decidimos que seja. Se eu decido que aquilo é, então aquilo passa a ser. 

De onde vem o orgulho de ser brasileiro?

Vire e mexe aparecem pra mim vídeos e relatos nas redes sociais que me fazem pensar sobre como o Brasil é lindo, o brasileiro é inteligente e a língua brasileira é rica. Amo meu Brasil. E atualmente com o sucesso do filme "Ainda Estou Aqui" e toda a maratona da Fernanda Torres no exterior, esse amor ficou mais evidente nas outras pessoas. Quem diria que a arte geraria um sentimento de orgulho nacional, quase que um patriotismo e um empoderamento cultural... Nunca imaginei... Contém ironia. 

Eu finalmente assisti Heartstopper e várias coisas polêmicas passaram pela minha cabeça

Esse texto foi escrito há em janeiro de 2023.

Em novembro do ano passado (2022), eu me dispus a assistir algumas produções LGBT+ por causa de Heartstopper, mais precisamente por causa de Kpop, mais especificamente por causa do Onlyoneof (um grupo nugu de kpop).

Foi um mês movimentado para o grupo, que anunciou participação como elenco principal em um BL e isso gerou controvérsias desnecessárias dentro do fandom (de 15 pessoas no total) que não apoiou a ideia. A maioria baseado em concepções homofóbicas mesmo, disfarçadas de sei lá o que (porque ocidental valida produções taxadas de LGBT, mas tem preconceito com BLs), mas não influiu nem contribuiu porque as gays sempre vencem e vão vir aí em 2023 com uma agenda lotada. Mas esse texto não é sobre isso, exatamente. 

Na verdade, o foco do texto é sem foco. Começo falando duma lista de coisas que eu assisti. Tenho meu momento de falar muito mal de Call Me By Your Name e faço um milhão de perguntas sobre o que esperam de filmes LGBT+. Depois falo sobre expectativas que a divulgação de Heartstopper criou pra série. Falo do meu problema com produções LGBT+ e porque eu gosto de Boys Love, e repito bastante os dois termos de forma gramaticalmente duvidosa. Peço encarecidamente pela saturação de produções lgbt no mainstream. Falo sobre repertório limitado de público e o parâmetro de qualidade baseado nesse repertório, vulgo o demográfico para o qual se direcionam filmes e séries LGBT+ ocidentais. Tudo isso num texto enorme sem conclusão.

Talvez todo meu texto concentre-se mais no perfil de quem consome e o que foi falado ou deixado de falar sobre as obras, do que nas obras em si. Mas vamos lá... 

Ponderamentos do tiktok para a vida

Desde que a Camila Fremder viralizou, todo e qualquer pensamento e afirmação que eu faço, passa pelo questionamento: será mesmo?

Não lembro bem, mas para contexto, a Camila publicou um vídeo criticando influenciadoras na internet que criam suspense das coisas que elas vão postar no instagram, como a estratégia de engajamento. Daí ela fala algo do tipo: a influenciadora quer postar uma novidade, mas será se eu quero saber? Será mesmo que vai me interessar? 

Daí agora eu pondero sobre tudo na minha vida que eu afirme como uma verdade inata.

Ai, acho que faltam mais mídias na estética de Coraline. Será que falta, mesmo? Ou eu que nunca procurei de verdade. 

Ai, eu preciso comprar uma sapatilha branca. Será que preciso mesmo? Em que ocasiões eu precisei de uma sapatilha branca nos últimos dias? 

Ai, ninguem se interessa pelo que eu falo? Será? E eu, me interesso pelo que eu mesma falo, ou só falo pra agradar os outros?

É isto. Obrigada Camila, pelo aprendizado! Só cuidado pra não fazer virar uma super racionalização das coisas o tempo todo, Lana, se cuida! 

Indagações nordestinas sobre forró (sem conclusão)

Minha vó ganhou uma Echo Dot (smart speaker com Alexa) de presente do dia das mães e esses dias eu pedi pra ela tocar forró. A voz informou que ia tocar uma playlist de forro romântico e eu fiquei esperando um forró das antigas, um Limão com Mel da vida. Pra minha surpresa, começou a tocar piseiro... 

Eu que não conheço muito do ritmo, me admirei ao perceber que era romântico mesmo, de um jeito que eu não via há muuuito tempo e com letras interessantes. Mas eu fiquei me perguntando se tudo que vem do nordeste, fica taxado como forró? Não que aqui a gente seja muito bem versado na diferença entre o xote, o xaxado, o baião, o pé de serra e os diversos subgêneros do forró, mas fiquei intrigada com a categorização.

Reflexões sobre o Medium e o cenário do conteúdo escrito na internet atualmente

Esse texto é uma extensão de um texto anterior: Reflexões sobre o Medium e o resgate de um sentimento perdido na internet 

Em uma de minhas jornadas lendo blogs gringos e atualizando minhas bookmarks, achei um texto falando sobre a plataforma Medium, especificamente sobre migrar de lá para um blog. O que me deixou pensativa sobre a impessoalidade de plataformas de publicação de texto, que não são um website próprio. 

I realized Medium is really great about surfacing content, but it removes the face of it. It neutralizes all content to basically be author-agnostic. It’s like Walmart or Amazon in that you can buy from thousands of different brands, but you rarely actually know what brand you’re buying…you just know "I got it from Amazon."

Same with content on Medium. Sure, you can see who the author is or what publication it’s on, but ultimately your takeaway is "I read this article on Medium", and that’s not what I wanted.

[Why We Transitioned from Medium Back to Our Own Blog, por Josh Pigford]

A forma como eu leio: um estudo de caso

Desde o meu diagnóstico de autismo, eu venho descobrindo milhares de coisas que eu faço e julgava ser normal, que na verdade só é comum dentre pessoas neurodivergentes. Então, vamos aos registros de todas as coisas que eu faço e como faço daqui em diante, as vezes no meu caderno, as vezes aqui no blog, mas sempre registrando. 

Eu gosto de ler, mas eu também sou bem preguiçosa e demoro pra terminar livros. Ás vezes, eu esqueço do livro e meses depois lembro dele, então continuo a leitura de onde eu parei. Eu esqueço do livro mesmo se eu estiver gostando e lendo todo dia, mas se houver alguma mudança na minha rotina e o livro sumir da minha vista, ele some da minha vida também. Por isso, eu li poucos livros na vida e isso sempre fez eu me considerar uma não-leitora. 

Dois canais de leitura e o que estive lendo

O youtube me recomendou dois canais de leitura muito diferentes dos que eu tava acostumada e repudiava, inclusive. Acho que encontrei meu tipo de canal literário BR, finalmente. Esses dois canais estão acendendo minha chama de querer ler e estar em contato com livros. São eles o da Tayana Leite e o Bruna e livros.

A Tatyana traz umas reflexões muito interessantes a partir de alguma leitura do momento e as viagens que ela dá, me faz querer ler o bendito livro, mesmo ele não sendo exatamente sobre nada do que ela esteve brisando. Ainda bem que eu não tenho dinheiro, nem costume de comprar livros online a torto e direito. 

A Bruna é mais ou menos a mesma coisa de um jeito mais introspectivo e poético, com temas mais polêmicos que me faz querer ser amiga dela, pra poder conversar com ela por mais tempo que a duração dos vídeos. 

Meu hd externo é um gatilho

 

Eu tinha me esquecido desses dois autorretratos, respectivamente de 2020 e 2021, achados num HD externo. E recentemente eu fiz um post dizendo que nunca tinha feito autorretrato antes, kiah. Simplesmente porque tudo o que está no meu HD realmente não existe mais na minha cabeça. Nele consta tudo de 2021 pra trás. São muitos anos guardados e por isso é um grande gatilho olhar as coisas dentro dele. Não que tenham coisas ruins, mas tem muita memória guardada, muita informação pra processar. Muita coisa que pra mim nunca existiram e ver a quantidade de coisas, me assusta.

Um fluxo de pensamento sobre crochê e amor

escrito ás 01h07 de sábado (16)

mood: chorando
ouvindo: To build a home, por The Cinematic Orchestra

No momento eu estou tomada por uma energia muito linda e expansiva de criatividade, vontade de viver e inspiração. Isso é o poder do espirito santo, será? O êxtase de santa teresa sendo atingida pela seta do amor divino de um anjo? Nesse caso, o meu anjo seria minha amiga que me ensinou a crochetar esses dias. A seta foi uma agulha de crochê, na verdade kkkk. Parece tosco, mas é algo que só a arte me faz sentir e na falta de palavras melhores, eu recorro a analogias religiosas pra falar de amor. Pois é o que eu sinto quando aprendo algo novo e tenho vontade de fazer mais com aquilo. É como uma música crescente que vai enchendo meu peito de todas as emoções de uma vez só e me faz chorar, de alívio. A arte me traz alívio. 

Reflexão sobre adaptação de animações para live action: A Pequena Sereia e Lilo & Stitch

Vai sair dois filmes que eu quero muito ver e vou receber de braços abertos tudo o que vier: A Pequena Sereia e Lilo & Stitch (sai da frente que esse momento é meu). E por causa do comparativo com a obra original, a galera ta esquecendo que, quando se faz um live action, ele vira um gênero de filme e não mais uma animação (ou seja la qual outro material original: peça, manga, livro...). E, portanto, o live action vai trazer as características, possibilidades e impossibilidades desse gênero, do qual a animação não tem. Ainda que usando de artifícios como CGI e tecnologias mil, é um outro setor com outra licença poética. Ou sei lá, vai que é só algo da minha cabeça e minha convicção.
 
Eu costumo dizer que animação não tem limite, permite todo tipo de abordagem sensorial e narrativa. Um filme live action, tem suas limitações e seu próprio formato. Sabe, um checklist de coisas presentes pra ser considerado de tal categoria? Enquanto as animações... As coitadas não são nem tratadas por gênero, mas por formato visual e público alvo.