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Inconsistência do ser online

Esse texto é um ensaio para mim mesma, pra quando quiser fazer algo novo na internet. E para apaziguar minha hiperatividade.

Já imaginou existir nas redes sociais sem ser influencer ou mesmo influente/ relevante?

Tenha uma timeline finita

Um feed desinteressante, é melhor pra mim. 

Estive usando o twitter com o feed de seguidos, apenas e tem sido healing. Pois, o twitter  especificamente, esteve sendo muito estimulante para mim. Só que um estímulo que me deixava zangada, com os mesmos temas: gente burra, opiniões extremistas, tensões politicas burras, briga de fandom, depoimentos tortos de pessoas que nao me importa e das quais nao quero conhecer. Uma caralhada de coisas que eu não quero e não gosto, mas era inevitável não ler e não se zangar, afinal, tava ali na minha frente.

Agora, eu só abro e vejo se tem tweet de alguém que eu já sigo, logo acabam as atualizações e logo eu fecho o app. Sem ficar rolando infinitamente e sem me zangar. Outra coisa que fiz, foi me inscrever em algumas comunidades de assuntos que gosto ou de imagens bonitas. Então eu checo as atualizações, interajo com quem eu quiser e tchau. Mó paz.

3 igs que me inspiram

Eu acabei de ver um vídeo mostrando como diferentes gerações publicam stories no instagram [video aqui]. Eu me identifiquei com os boomers que escrevem um texto resumindo o contexto da foto e botam uma musica no canto.

Depois disso eu fiquei pensando sobre a forma como eu posto no feed... Eu não lembro com quem eu aprendi a usar o instagram. No sentido de, em quem eu me inspirava ou sob quais influencias eu estava. Se eu repetia o padrão da época ou da minha geração. 

So pra registro histórico

Tem uma semana que o twitter foi banido do Brasil, por decisão do STF. Sobrevivemos.

Ponderamentos do tiktok para a vida

Desde que a Camila Fremder viralizou, todo e qualquer pensamento e afirmação que eu faço, passa pelo questionamento: será mesmo?

Não lembro bem, mas para contexto, a Camila publicou um vídeo criticando influenciadoras na internet que criam suspense das coisas que elas vão postar no instagram, como a estratégia de engajamento. Daí ela fala algo do tipo: a influenciadora quer postar uma novidade, mas será se eu quero saber? Será mesmo que vai me interessar? 

Daí agora eu pondero sobre tudo na minha vida que eu afirme como uma verdade inata.

Ai, acho que faltam mais mídias na estética de Coraline. Será que falta, mesmo? Ou eu que nunca procurei de verdade. 

Ai, eu preciso comprar uma sapatilha branca. Será que preciso mesmo? Em que ocasiões eu precisei de uma sapatilha branca nos últimos dias? 

Ai, ninguem se interessa pelo que eu falo? Será? E eu, me interesso pelo que eu mesma falo, ou só falo pra agradar os outros?

É isto. Obrigada Camila, pelo aprendizado! Só cuidado pra não fazer virar uma super racionalização das coisas o tempo todo, Lana, se cuida! 

Reflexões sobre o Medium e o cenário do conteúdo escrito na internet atualmente

Esse texto é uma extensão de um texto anterior: Reflexões sobre o Medium e o resgate de um sentimento perdido na internet 

Em uma de minhas jornadas lendo blogs gringos e atualizando minhas bookmarks, achei um texto falando sobre a plataforma Medium, especificamente sobre migrar de lá para um blog. O que me deixou pensativa sobre a impessoalidade de plataformas de publicação de texto, que não são um website próprio. 

I realized Medium is really great about surfacing content, but it removes the face of it. It neutralizes all content to basically be author-agnostic. It’s like Walmart or Amazon in that you can buy from thousands of different brands, but you rarely actually know what brand you’re buying…you just know "I got it from Amazon."

Same with content on Medium. Sure, you can see who the author is or what publication it’s on, but ultimately your takeaway is "I read this article on Medium", and that’s not what I wanted.

[Why We Transitioned from Medium Back to Our Own Blog, por Josh Pigford]

Descobertas sobre os diferentes usos do Instagram (?)

O tiktok todo dia me proporciona várias descobertas. 

A novidade da semana foi o Daily no Instagram, que consiste em contas pessoais (as vezes privadas), intituladas daily-alguma-coisa (pra especificar que é uma conta de categoria daily e não outra qualquer) com postagens mais descontraídas, menos profissionais, menos preocupadas com performance, sem aquela aparência plástica que o Instagram tem atualmente. Resumindo: o objetivo é postar sua rotina diariamente sem filtro. 

Como fiquei sabendo desse movimento através do tiktok, vou deixar alguns links espalhados com mais informações. 

Outubro recap, 2023: contas seguidas no instagram

Eu queria ter um controle maior das contas que eu sigo no instagram e eu sinto que sigo muitas deliberadamente e não lembro de voltar a visitá-las e checar o que tem de novo. Nisso, eu sigo mais de 2mil contas e não da pra acompanhar todas, mas eu gostaria de ter uma mínima noção de que elas existem e porque eu sigo elas. Então pensei em fazer uma balanço mensal com destaque pra algumas contas, dependendo do mês. Não sei.

Reflexões sobre o Medium e o resgate de um sentimento perdido na internet

Eu não vou saber escrever esse texto, porque eu dividi ele em dois, na minha cabeça. Que tá pra virar três. Porque existe uma primeira percepção minha sobre o Medium, positiva, do qual eu escrevi aqui nessa sessão que estou publicando. E existe uma segunda percepção, mais apurada e negativa, após algumas semanas de convivência com a plataforma (do qual também escrevi sobre, numa outra sessão). Só que agora, também existe uma pessoa que assinou newsletters, depois de ter escrito sobre não gostar do formato... Então, como vou proceder com tamanha fluidez minha, perante o assunto? Vou manter do jeito que tá e fingir que não é comigo. 

Em algum texto passado, eu disse que tenho liberdade pra escrever e as pessoas tem liberdade pra ler ou não, esse blog. Mas eu também acredito que a gente tem que ter reponsabilidade pelo que escreve na internet (principalmente em redes sociais que tem um alcance gigantesco, podendo tomar proporções absurdas de um telefone sem fio e sem fim). Mas também acredito que, depois de publicar um texto, imagem, arte ou opinião, já não é mais algo só seu. É algo público e que cada pessoa que entrar em contato com aquilo, vai ter uma interpretação própria, que está para além do alcance do autor original/inicial. O que ja quebra o argumento da responsabilidade... Pois não dá pra ser responsável pelo que as outras pessoas vão pensar, apenas pelo que eu escrevi. E não dá pra ficar prevendo o que vão achar do que eu escrevi. Então vira um dilema e não existe um manual de como proceder também.

Ao fim dos 100 dias felizes: uma reflexão e poucas fotos.


No período de fevereiro/março, alguns blogs fizeram listas de rolês introvertidos, mostrando que dá pra se divertir sozinho e ta tudo bem. Um desses post que me moveu a escrever esse texto. Nele é pontuada a questão das redes sociais gerarem um sentimento de culpa por não estar se divertindo com a vida, tal como as pessoas na internet mostram estar. Pessoalmente, eu não sinto isso, mas um trecho me pegou:
Hoje, adulta, meus colegas de trabalho insistem que eu preciso sair, beber e conhecer gente já que sou nova no interior. Refletindo sobre isso, cheguei à conclusão de que existe um ideal do que deve ser feito para aproveitar a vida de verdade. [sem fomo: a vida é o que é, por Jen]

Esse trecho conversou com coisas que já ouvi antes, de pessoas que acham que eu não vivo a vida, não me divirto e não saio de casa. Mas o plot twist é que elas só dizem isso porque eu não posto na internet as coisas que eu faço no meu dia a dia. Tirando as coisas relacionadas a trabalho, que são pontuais. Então, se elas não viram, não aconteceu. 

Um problema com o Instagram e demais plataformas "globalizadas"

Minino... Esse texto é um compilado superficial sobre: Instagram, redes sociais, controle de dados, geopolítica e kpop. Tem coisa aqui que certamente não tem respaldo algum (a parte da geopolítica), são só achisses sem coerência textual, de uma pessoa que estava emputecida por ter perdido um perfil no Instagram, sem mais nem menos. 

Vícios de linguagem das redes sociais e um monte de outras coisas

Mais recentemente eu acompanhei uma treta no Twitter; já antiga, recorrente e gringa, de estranhamentos que pessoas sentem ao tentar usar o AO3. Muita gente não gosta do formato não-rede-social do repositório e gostariam que tivesse aquela estrutura já conhecida de redes sociais, tal como um Wattpad da vida. Enfim, muita gente achando que toda plataforma tem que ser igual a uma rede social com algoritmo que estraga tudo o que toca, por simples mal costume de já ter chegado numa internet funcionando assim. 

Atualmente a impressão que eu tenho é que todo dia surge um conflito geracional na internet, que deve acontecer todo dia dentro da casa das pessoas normalmente, ou nas escolas, mas quando acontece na internet todo mundo consegue acompanhar todo dia em um canto diferente do mundo. Ai fica aquela impressão de que é algo grandioso, quando na real só é comum e esperado... Como esquecer todo o rolê que foi a descoberta do "movimento cringe" k. Um surto coletivo igual a tudo que acontece no Brasil, que normalmente é importado de fora. 

Os refrescos da globalização...

Alguns pensamentos sobre eu mesma e jovens ilustradores na era digital (?)

This user só queria uma mesa digitalizadora e uma caneta, pra poder fazer meus desenhos sem quebrar o touchpad do laptop. Mentira, eu só to usando isso como desculpa pra não desenhar. Cu.

Desde junho eu tô obcecada em pesquisar fanart do Onlyoneof. Nisso eu to conhecendo uma porrada de contas de jovens ilustradores digitais com suas habilidades de iniciante e registrando seu progresso no Instagram. Gente que faz fanart de kpop, com traços simples, gente que tem preferência por algum grupo ou algum idol, sem muita pompa, sem muito acabamento. Ilustrações que surgiram de um momento de inspiração e a pessoa foi lá e fez, postou o progresso ou o resultado final e fica lá aquele portfólio, sem intenções de charts. Não sei se o interesse dessa galera é visualização ou ficar famoso, não me importa muito.

O que me fascina é 1º) ver que a galera já começa na caneta digital, com uma variedade de programas práticos de usar, que não apenas o photoshop. Acho chique porque é a norma atualmente, o que permite muito mais gente ingressar na ilustração digital. 2º) Ver o estilo de traço deles mudarem bastante de um desenho pra outro, por não terem um estilo definido ainda, então eles arriscam mais. 3º) Achar hashtag como #webtoonstyle ou #webtoonart. É muito bom conhecer tendências estéticas e descobrir que elas tem apelo de público ao ponto de ter um hashtag.

Bookmark de instagram: pessoas pelos olhos de Brian Baldrati

Eu definitivamente amo descobrir coisas boas no Instagram e de manter a plataforma como uma espaço inspirador pra mim. 

Já tem um tempo que tô acompanhando esse Instagram perfeito, que mexe com duas coisas muito queridas: fotografia e histórias de vida. Um fotografo aborda pessoas na rua e você acompanha o processo delas desconfiadas de roubo, até acreditarem que ele é fotografo mesmo k. Ver os videos dele me faz lembrar das varias vezes que homens me abordaram perguntando se podiam tirar foto e eu neguei. A situação é delicada, mas a forma como esse rapaz leva a conversa ao longo do vídeo, sempre mostrando as fotos pras pessoas e dando uma garantia de que elas vão receber as fotos no final, e que não serão usadas para fins estranhos e clandestinos k, faz você se abrir também pra experiência como expectador do vídeo. 

Por algum motivo, dá vontade de ter as fotos dessas pessoas reveladas pra você poder recordar a história que ela está atrelada. Vai que é por isso que pessoas compram livro de fotografia de retrato.