Dezembro recap, 2022: pessoal, mídias e playlist

Parece que eu tava amarrada faz um mês, sem poder escrever e agora finalmente to livre, por isso resolvi soltar tudo duma vez só num post gigantesco onde faço um balanço do mês com tudo que tenho direito. Ainda não sei se vou fazer um post específico pra retrospectiva do ano todo, pois ainda não sentei pra analisar como foi o ano por completo, mas tenho MUUUITO do que falar sobre esses últimos dias.

Ontem foi aniversário da minha avó materna, então o dia foi corrido. Na verdade, todo esse período de fim e início de ano é bem cheio, de aniversários e comemorações em família, então, ao mesmo tempo que é aconchegante também é muito agitado e me deixa exausta, devido a constante interação com muitas pessoas. Essa parte social ainda me é muito dispendiosa, apesar de eu gostar das pessoas e de conversar com elas. Mas essa questão vai ficar pra 2023 resolver.  

No momento, tem um milhão de coisas pra eu fazer, mas eu to aproveitando esse tempo de férias pra fazer nada mesmo. Eu não sentei pra analisar o ano todo, só tive breve momentos de reflexão que resultaram em várias listas. Escrevi algumas metas que estão latentes na cabeça. Metas essas que são uma lista de afazeres em sua essência, com coisas que precisam ser feitas, coisas que quero fazer e coisas que gostaria que fosse possível fazer esse ano. Três instâncias diferentes de afazeres.

Fiz uma lista de aprendizados em 2022. Inicialmente seria 22 aprendizados pra corresponder ao número do ano, mas esse ano estive registrando coisas que aprendi mês a mês, então acabou ficando mais que 22 itens. Essa lista é inspirada em tags de youtube sobre X coisas que aprenderam em X anos de idade, mas eu quis adaptar e me referir ao ano em questão. Claro que tem coisas nessa lista que são aprendizados de longa data, mas que foram reforçadas ou atualizadas esse ano. 

Em outra lista, passei a registrar meus "current into", que anteriormente eram registrados no meu caderno e na página de about do blog, mas não tava dando certo. Agora concentro tudo num lugar só e a partir de agora, pretendo manter um registro mensal e trazer pra cá, nos posts de recap.  

Current into dez. ed. 2022
  • Copa do Mundo 2022
  • Jogar Neopets
  • Mill do Onlyoneof (kpop)
  • My school president (BL drama)
  • Listing lists on Listography
  • NewJeans_Ditto.mp3 (kpop)
  • withcindy videos (youtube)
  • Programas de televisão com idols coreanos
  • Assistir show ao vivo no youtube (RM, Fujii Kaze, BTS, Rosália, Lucy)**
  • Harada's manga and other yaoi manga
** Fui afetada pela notícia do Onlyoneof anunciando show no Brasil pra 2023 e eu queria tanto morar em Brasília ou em São Paulo agora. To sofrendo muito. Nunca quis tanto ir num show de kpop. Eu só queria acreditar que é possível, sendo que o impossível já aconteceu que é essa agenda pro Brasil e toda a América. Divulgaram os valores dos ingressos e tá tão baratinho, mas mesmo assim eu não tenho esse dinheiro. Ou é o ingresso ou é a passagem pra viajar, os dois não dá. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA 

Prints que me salvaram 

(todas as imagens tem legenda em tooltip, se passar o mouse em cima e podem ser vistas maiores, se clicar)

  
  

Mídias

Fim de ano é tipo fim de semana quando se pretende começar uma coisa nova e a gente sempre prefere deixar pra começar na segunda. O que não faz sentido, mas eu achei que fosse fazer isso de deixar pra depois. Por algum motivo eu achei que tudo fosse parar e não fosse dar tempo de nada, nem de ir ao dentista, nem de comprar meus remédios, nem de concluir nada que tivesse pendente. Então eu ia deixar tudo pra ano que vem, mas pra minha surpresa, eu consegui terminar 2 séries que estive procrastinando ao longo dos meses, bem na reta final do ano: Refeltidas (2021) e Sky Castle (2016). E na raspa do tacho de hoje, terminei Oh! My Assistent (2022), aquela cota de BL coreano de curta duração, com atuação duvidosa e roteiro mediano pra fechar o ano. Talvez eu precise fazer um ranking dos melhores BLs assistidos esse ano, ou de mídias em geral.

Também terminei de ler Shimanami Tasogare (Our Dreams at Dusk), que eu já cheguei a citar no month recap de novembro. É um mangá até famoso e curtinho. Conta a história de vários personagens queer que se reúnem num lounge todo verão e vão fazer restauração de casas num bairro específico do Japão. Nisso temos diversos cenários e conflitos relacionados a diferentes sexualidades, onde resumidamente: temos o casal de gays idosos com um internado no hospital e todo um dilema da família "não saber" sobre esse relacionamento de longa data, temos o casal de lésbicas não assumidas pros pais que pretendem se casar, temos a assexual dona do lounge que ninguém sabe muito sobre ela, temos a criança crossdresser em seu processo de puberdade e crise de identidade devido as mudanças do corpo, e temos o protagonista gay apaixonado pelo colega da escola que tem uma crise de homofobia quando descobre que é o crush de oto menino. 

Esse mangá é muito interessante, porque não é fofo nem triste, nem tem personagens corretos e bem resolvidos, ou desconstruídos. É todo mundo bem inacabado, conflitante e até imaturo, tal como humanos são quando lidam com assuntos delicados e íntimos. E com isso eu não digo que o mangá é realista, por mais que pareça ser: a personagem assexual voa, literalmente flutua no ar e assume um papel bem místico e metafórico de fada madrinha LGBT, que acaba reunindo essas pessoas distintas num lugar só, incluindo pessoas não queer, não simpatizantes, criança, peixe e o diabo a quatro. 

É uma história curta, mas acontece tanta coisa e, de alguma forma, você consegue ter um panorama de cada personagem isoladamente numa história em conjunto. É simples, sem um final definido, mas feliz e triste ao mesmo tempo. O último capítulo tem um casamento e uma morte, que no final das contas gera a reconciliação e libertação de vários personagens entre si e consigo mesmos. Você termina com a percepção nítida de amadurecimento, de um bom desenvolvimento de personagens e narrativas. E a vida continua...

Música

Retrospectiva do Spotify

Playlist de dezembro

Faz tempo que eu não detalho minhas escolhas de músicas pra playlist, então dessa vez eu quis ser bem minuciosa pra matar a vontade.


Chega o fim do ano e me bate uma vontade de ouvir músicas antigas. O que resultou na primeira metade da play quase virando um tributo à Kate Perry. Tudo culpa de Teenage Dream que é uma música muito querida e sempre presente no fundo da minha cabeça, como música ambiente dos meus pensamentos, especialmente a versão do Glee (cantada pelo Daren Chris no piano chorando). Por causa dessa música, eu fui reouvir toda a discografia da diva e perceber tamanha injustiça com minha amiga que não tem um álbum ruim. Nem os dois últimos, que são os mais criticado.

Destaque pra melting snOwman do Onlyoneof que eu quase esquecia de botar aqui, mas esteve presente como cota natalina. 

Como o spotify identificou Sleeping at Last como meu artista mais tocado do ano, resolvi fechar o ano com bastante músicas deles nessa play. Eu simplesmente não me canso de ouvir os albuns do projeto Atlas, mas me surpreendi de saber que a música Anger recebeu destaque na retrospectiva. Fica aí a reflexão sobre meu estado de mente nesse ano k.

Teve a cota de música nacional, que provavelmente tocou em alguma noite do baralho com minha avó e ficou na minha cabeça. Em seguida, tem uma música de fantasma da ópera porque fim de ano é muito cara de musical, mas eu acabei não assistindo ao filme como tinha em mente. Pelo menos mantive o ritual sagrado de assistir todo ano a opera Turandot, dessa vez na versão de 2022 do Grand Théâtre de Genève, numa pegada futurista, feminista, religiosa, ritualistica (?) com freiras e eunucos... Não sei explicar, foi uma viagem muito grande.

Tava nos meus planos também assistir Anastásia da trupe cosmo do Takarazuka, mas vai ficar pro próximo ano. Espero retomar minha lista de espetáculos do Takarazuka pra assistir, porque em 2022 eu não vi nenhum, nadica de nada, não sei nem se lembro mais as cara do povo. 

Da música 20 a 26, teve uma prevalência do BTS, por culpa do debute solo do RM no início do mês que me levou a assistir um monte de entrevistas com ele e outros conteúdos com o resto do grupo. Nisso eu fiquei ouvindo Not Today por horas seguidas.

Tem música que não tem o mesmo impacto em mim sem o clipe. Então se eu ouvir somente a música, vai passar em branco, pois é diferente de estar vendo. Not Today do BTS é uma dessas músicas levanta defunto, que eu estive recorrendo pra me manter motivada a fazer algumas coisas. Ironicamente eu não tinha nenhum apelo por essa música até ver o clipe pela primeira vez esse ano. Simplesmente, o efeito que uma dança em grupo causa, é cartático. Eu amo as apresentações ao vivo dessa música. É o mesmo sentimento de ouvir uma plateia enorme cantando música em coro, ou participar de uma manifestação nas ruas. Durkein explica os efeitos sociais desses momentos com muitas gente fazendo parte de um grupo só, eu acho. 

Continuando... Da música 28 a 39, eu entrei numa vibe mais melancólica e nostálgica, ouvindo um ancião do kpop metido a sexy do 2PM, uma música do Monsta X que despontou na cabeça logo depois de acordar,  um fundo do poço da IU, seguido de Ditto que é o mais recente hit de fim de ano e que me fez procurar pela minha unit preferida do Loona pra ouvir e comemorar o futuro disband do grupo k, porém lamentando a que ponto chegamos. Resgatei umas músicas da trilha sonora de Pantera Negra que eu era viciada quando lançou e me deixa num clima muito gostosinho, não sei explicar mas a trilha sonora desse filme foi muito marcante pra mim. A última pedra dessa sessão veio com uma música do album mais triste do MAMAMOO. Eu tava assistindo uns programas de TV com elas e me deu vontade de reouvir toda a discografia da carreira, daí essa música ficou comigo. Essa foi uma das sessões que mais se repetiu nessa segunda metade do mês.

Por útimo, entrou uma música do novo album da Lexie Liu que fico muito bom e uma música de tiktok do Fujii Kaze que ficou na minha cabeça e eu acabei assistindo a um show completo dele no youtube. De surpresa, entrou uma do Ateez que resolveu lançar album ontem e nunca mais fui a mesma desde então... 

Tem uma música que não tá na lista porque tá disponível apenas no youtube, mas foi ouvida sempre. É um cover que o Nine fez como especial de aniversário dele, de uma das minhas músicas favoritas de balada coreana: The Great Dipper, do Roy Kim. Eu só não vou conseguir superar a voz grave dele sendo bem usada aqui. O arranjo que ele fez ficou de arrancar o coração.

Lançamentos do mês

A maioria dos lançamentos de destaques estão na playlist desse mês. Normalmente laçam músicas muito boas no Kpop e no geral que acabam não sendo listadas, mas dessa vez os poucos que me chamaram atenção, foram marcantes. Então eu vou me repetir, pra exaltar:

Indigo, album do RM (BTS). O RM é muito inteligente de lançar uma title pra dezembro que também vai servir pra todos os anos novos de agora em diante. Eu quis escrever um ensaio de admiração ao clipe de Wildflower que é muito perfeito em toda sua simplicidade. Eu quase boto todas as músicas do album na playlist. 

Ditto, single do NewJeans. Saíram dois clipes muito bons pra essa música, contendo uma narrativa digna de mangá psicológico/shoujo/ slice of life. A música me agradou de cara, com ou sem o clipe, achei a música muito perfeita. 

The Happy Star, album da Lexie Liu que estive acompanhando o lançamento dos clipes ao longo do mês, ironicamente os clipes lembram Ditto, me pergunto se é uma tendencia estética ou coincidencia mesmo nunca acreditando em coincidências. 

Good Enough, album da Gabrielle Aplin. Eu espero que o Youtube Music não mude nunca sua função mostrar os lançamentos, igual o Spotify mudou e agora eu não sei mais o que foi que saiu recentemente por lá. Foi só assim que eu soube que saiu o album dela. Eu tenho o dom de checar cantores que gosto de longa data e sempre calhar de eles estarem se preparando pra um comeback. Por isso eu cheguei a ouvi quase todas as músicas como singles no inicio do mês e gostei da capa do album e dos singles imitando cianotipia, que eu aprendi esse ano sobre, com a Gabi do Fugi de Casa. Aprendizados de 2022.

Por fim, Spin Off: from the witness do Ateez, que trouxe um album só de remix das minhas músicas preferidas de limpar a casa e uma title que surpreendentemente me agradou muito. Em menos de um dia já entrou pra albuns favoritos do ano, mesmo sendo SÓ UM BANDO DE BATIDÃO DUBSTEP. Eu fui arrebatada. Logo eu que me achava uma anti noise music, mesmo já tendo exaltado Not Today nesse mesmo post que é o suco do EDM de 2017. Enfim, a hipocrisia. Quer dizer que eu só não gosto do StrayKids mesmo e das músicas ruim do Loona, de resto eu sou amigável e vou achar no mínimo tragável. Mais um aprendizado de 2022. 

Tá faltando eu dar uma olhada em dois albuns só porque eu normalmente gosto dos lançamentos de fim de ano do NCT e o especial da SM com todos os funcionários ativos da casa. 

Já me antecipando, preparei minha lista com albuns esperado pro ano que vem, ansiosa toda, pois Paramore vem aí em fevereiro! E muitos outros mais dando luz e prosperidade pro início do ano. 

E por hoje é só... tá quase na hora de ir pra sala, esperar pela hora passar pra poder tomar um frisante durante a contagem regressiva. Que venha um novo ano!

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