Bookmark de Twitter sobre O Menino do Pijama Listrado e a busca por uma educação antinazista

            


Atualização: 26/02/23


A gente tem essa tendência de acreditar em produções supostamente históricas, ainda mais se for relacionado a segunda guerra mundial que sempre tem grande apelo midiático. Nesse caso fica pior, porque é baseado em uma obra literária que carrega um respaldo maior, mas não deixa de ser uma história inventada, uma obra de ficção. Nem mesmo documentários devem ser considerados 100% confiáveis. Daí seria interessante, da parte da escola, educar o senso crítico dos alunos ao consumir qualquer obra audiovisual ou literária, para entender sob qual ponto de vista parte uma história e como isso influencia no curso dos acontecimentos e na relevância que se dá pra certos assuntos em detrimento de outros. Chamando os alunos a pensar e até especular a história, se fosse contada sob outro ponto de vista, como um exercício de compreensão da pluralidade que uma história pode ter. Entender que nada é preto no branco, basicamente. E quebrar um pouco a ideia de que um ponto de vista é certo e o outro é errado, quando na verdade são facetas de uma narrativa. 

Como a Física ensina, tudo depende do referencial. Então, por exemplo, partindo do ponto de vista A, tais e tais acontecimentos são válidos e trazem vantagens. 

6 comentários:

  1. Que bookmark importante, Lana!

    Eu já saí da escola, mas realmente, eu assisti este filme no meu ensino fundamental, e pensava que era real aquelas coisas ali. Esta thread me fez abrir os olhos, e ver como é importante separar a ficção da vida real. Muito triste saber que as crianças logo eram mortas, a crueldade humana........

    postagem triste mas muito importante.

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    1. Eu fiz um comentário aqui tão grande, que virou uma atualização da postagem mesmo kkkk. Mas sim, inda mais se falando de educação e o que as tendências pedagógicas tomam com didático. É sempre preciso muito cuidado quando se vai trabalhar filmes pra ensinar história ou qualquer coisa com tom de verídico, sem antes trabalhar o senso crítico dos alunos para com essas obras. Ainda mais com alunos que não tem repertório pq estão, tecnicamente, aprendendo sobre história na escola.

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  2. Oiê. Primeira vez aqui.

    Confesso que não tinha conhecimento de como a história era tratada, pois nunca li nem assisti ao filme. Não foi algo que meu professor de História trouxe pra sala de aula, não sei se pq ele tinha essa percepção ou se pq eu terminei a escola meio que na época que o filme tava fazendo sucesso.
    Mas a informação é de extrema importância, então já espalhei pra frente dando rt lá no twitter.

    Adorei descobrir teu blog (vim lá do Blogueiros Raiz), e já li tanta coisa legal aqui ♥ Obrigada por este cantinho.
    1bj

    https://aavefantasma.blogspot.com/

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    1. Oi Camila, seja bem vinda!

      Eu não lembro se vi esse filme na escola, mas foi muito famoso na época que saiu, era o tipo de livro que todo mundo tinha em casa, quase como A Cabana ou A menina que roubava livros. O filme passava na tv todo ano e gerava uma comoção muito grande. É engraçado olhar pra trás e perceber isso, e como a gente não tinha acesso as críticas e reações ao filme na época que saiu. Hoje dá pra ver que é algo debatido há muito tempo e mesmo assim, tem que ficar reabrindo essa discussão de tempos em tempos, pra evitar que o filme/livro seja usado como ferramenta pedagógica e contribuindo pra gerações e gerações de pessoas desconscientizadas, basicamente.

      Obrigada pela visita, que bom que gostou daqui (o゜▽゜)o☆

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  3. Nossa, não tinha ideia do quão problemático é passar esse filme para crianças. Foi ótimo descobrir por aqui e encontrar outras obras mais adequadas para entender melhor.

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    1. Também não fazia ideia, mesmo sendo um tema já debatido há bastante tempo, é sempre bom relembrar as pessoas e chamar elas pra prestar atenção nos detalhes. Inda mais sendo uma questão que não é tão latente pra quem não é alemão, judeu ou que foi afetado pelo contexto do holocausto em si. Pelo menos falando do contexto brasileiro, tudo o que envolve o holocausto é algo que gera só uma comoção vaga, sem efeitos perceptíveis na vida real, mesmo eles sendo existentes. Tá aí toda essa onda de jovens e velhos neonazistas autodeclarados.

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