Bookmark de Substack: criar intimidade fora do arranjo sexo e família

[...] Me senti muito mais jovem do que realmente sou, pois sob o olhar amoroso do homem eu ainda era promessa de uma vida que se desenrola. Meu corpo projeta o potencial de uma realidade que ainda não existe, mas que se eu sobreviver, vou descobrir. Também já carrego meus mortos no lombo. Já sei que o fardo fica mais pesado a cada ano que passa, porque a idade nos enfraquece por dentro e por fora. Ficamos mais emocionados. Nesse lombo, a carga só aumentará. Me sinto uma mula atravessando estradas floridas, noites escuras, dormindo onde há paragem e encontrando todo tipo de viajante pelo caminho. Meu amigo é um corcel velho e cansado no celeiro. Passei a noite enchendo seu copo de água porque mesmo com 80 anos, o homem ainda esquecia de arrefecer a sede mais básica. Trocamos confidências sobre nossas tatuagens e ele me mostrou uma na virilha, aos risos. Combinamos que um dia eu faria a mesma tatuagem e, quando estivesse bem velha, daria a mesma ideia para alguém cinquenta anos mais jovem. [fonte: Dois tabus & uma mulher, por Vanessa Guedes em Segredos em Órbita]

4 comentários:

  1. Acho engraçado o luba fazendo veda e vocês beda kkkk
    Aqui é a lena, mas meu blog nunca aparece pelo Tablet.

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    1. O veda e o beda estão interligado mesmo, um tem origem no outro.

      Eu não consigo comentar pelo celular, porque nunca aparece minha conta, igual você pelo Tablet. Daí eu acabo não comentando num monte de lugar por isso.

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  2. incrível que quando as pessoas não possuem perspectiva para o futuro elas parecem ser mais sinceras e abertas com os outros... como esse homem do quote.

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    1. Uma mistura de não ter nada a perder, com não ter nada a esconder. Talvez "desprendidas" seja a palavra pra adjetivar essas pessoas.

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