Da série de blogs que eu andei lendo por aí... Esses [1] [2] posts sobre a banda Queen me inspiraram a criar uma playlist das músicas não tão conhecidas deles também, vulgo as que não tocam em propaganda de carro/ chip/ banco todo ano.
Innuendo é meu hino de vida
Essa foi a primeira e única banda pela qual eu me anunciei como fã (até a chegada do kpop na minha vida). Por influência da minha mãe e depois do meu pai, que me deu de presente de aniversário, um pendrive com todas as músicas que ele tinha em CD (junto de umas músicas do Victor e Leo, abafa). Eu ouvia esse pendrive TODOS OS DIAS, até passei as músicas pra um mp3 pra ouvi-las na escola, me gabando por conhecer todas as músicas, na ordem. Era a única coisa que eu sabia sobre eles, na verdade, talvez a data de aniversário e de morte do Freddie Mercury, e tudo mais que estivesse num artigo na wikipédia.
A ironia é que, minha atuação como fã sempre foi solitária. Eu não fazia parte de nenhuma comunidade, nem conhecia mais ninguém que gostasse de Queen, além de parentes mais velhos. Tudo o que eu tinha era meu mp3 e histórias dos parentes sobre a época em que o Freddie era vivo e o impacto de quando ele morreu. Nem mesmo na internet eu buscava ou sabia onde achar uma comunidade pra fazer parte. Mas isso não era um problema pra mim. Eu tinha algo pra gostar, tinha uma característica, algo pelo qual lembravam de mim quando viam, algo em que eu era boa: gostar das músicas da banda Queen k. Na época da escola, gostar de rock era uma questão de bom gosto musical limitado aos eruditos, ainda mais sendo menina kkkkk. A tentativa do adolescente em criar uma reputação na escola é cheia de malabarismos, mas é o que temos.
Não sei dizer qual idade eu tinha, em que ano começou, nem como começou. Provavelmente quando a mãe colocava pra tocar música enquanto limpava a casa e começava How can I go on, Who wants to live forever e outras. Eu era muito muito nova e sempre gostei de músicas dramática e sinfônicas, ao ponto de chorar de emoção. Ouvir aquelas músicas carregadas no piano e na voz rasgada do Freddie, era minha religião.
Nunca fui fã de nada e nem de ninguém, mas sou fã de um cara que morreu antes de eu nascer. Nunca poderei conhecê-lo, mas é realmente ótimo ver que o mundo está redescobrindo a história do rapaz franzino que conseguiu se tornar quem era. [fonte: Bohemian Rhapsody é lindo]
Apesar de sem muito nova pra ter vivenciado o auge da banda, posso dizer que o show mais intenso da minha vida foi um que aconteceu no Rock in Rio de 2015, do qual eu assistir no conforto da minha casa, em pé na frente da TV, gritando enquanto o Adam Lambert cantava acompanhado da banda Queen. O Adam, outro cantor que eu acompanhei no auge da minha adolescência, pois não posso ver uma roqueira emo gay. Eu tava igual pinto no lixo, sem o Freddie, mas feliz de poder vivenciar aquilo e me sentir como se estivesse presente. Foi um bom show e eu tenho vídeos pra provar que estive lá kkkk.
Como eu não tinha o que fazer na época que comecei a escrever esse post (setembro), criei uma página de fanlisting também, que é a coisa mais inútil e fascinante do mundo, para minha personalidade viciada em catalogar coisas.
Na época, eu tinha lido algum post sobre a magia de ser fã, referente a kpop, em algum blog desatualizado que talvez tivesse relacionado ao projeto Together, não lembro mais. Só sei que me fez ficar bem pensativa sobre minhas obsessões ao longo da vida, coisas pelas quais me dediquei bastante em fazer ou aprender por conta própria. E como essas coisas que me ajudavam a manter um propósito de vida (?) e desenvolver minha personalidade, além de me permitirem conhecer outras culturas, línguas, estilos de vida e por aí vai.
Isso tudo eu atribuo a função e benefícios da Arte num geral (vivida e consumida, sozinha ou coletivamente), que me permite expandir meu tamanho de mundo e ocupa minha cabeça com algo construtivo, livrando-me do caminho da idolatria de figuras políticas (e/ou religiosas) e teorias políticas da conspiração como se fossem toda a minha vida ou como se fosse a única coisa pelo qual eu me senti pertencente e pelo qual eu dediquei atenção na vida toda, por ser pobre de referências e pela falta de um propósito de vida além de atarentar os outros com superstições e delírios, que geram pânico coletivo e destruição de patrimônios públicos (e tudo mais). Enfim, livrando-me de todos os sintomas da falta de arte no coração.
*respira
Por causa da arte, posso dizer: eu sei fazer isso, eu gosto de ouvir aquilo, eu conheço esse assunto aqui... Por causa de um livro, uma música, um filme, uma peça, uma performance, eu conheci outras coisas que me empurraram pra uma teia de outras coisas mais ou me inspiraram a agir sobre algo. Além de me permitirem conhecer sobre mim mesma, descobrir o que eu gosto e não gosto, e os motivos pra isso. Acho muito empoderador ter conhecimento de si próprio, até nas coisas simples como perceber qual sua cor preferida.



Uma vez vi alguém fazendo uma playlist de uma banda de rock pra bebês, achei estranho inicialmente, mas as playlist era bem legal. Basicamente, eram músicas mais calmas/dançantes e com letras menos pesadas, que certamente uma mini pessoinha ia gostar de ouvir. Depois de ler seu post fiquei pensando como seria legal ter uma playlist de Queen for Babies!
ResponderExcluirSe eu te falar que tem Queen for babies, no spotify. Normalmente é só o instrumental, bem música de nanar. Enquanto eu montava a playlist, achei vários cds desses só do Queen.
ExcluirNão me educaram com rock na infância, mas fui garrando gosto ao longo da vida, até na faculdade dividir ap com duas meninas que gostavam muito de Queen. Lembro que fomos no show de um cover deles e imprimimos bigodes de papel pra levar (isso no auge da modinha hipster de estampa de bigode, Aiai). O cover foi mara. E EU VI ESSE SHOW COM O ADAM LAMBERT PELA TV TBM, não achava nada dele, mas depois disso, impossível não respeita-lo. Foi do caralho.
ResponderExcluirSou fã do Queen? O suficiente pra ter uma brusinha deles, mas não o suficiente pra saber muita fofoca sobre a vida dos caras. Mas sempre racho o bico dos memes que encontro no Pinterest!!
:***
hahahah a era dos mustaches! O Adam é tudo de bom e eu fiquei muito feliz que ele não é e nem tentou ser um sósia do Freddie, só cantou do jeito dele com muito talento. Acabei de notar que nunca voltei aqui pra postar a foto da minha blusa... A verdade é que eu não sei onde ela ta kkkk. Fun fact: Eu tenho uma pasta só pra memes e fotos do queen no pinterest
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