Sobre cadernos e umas compras

Dia 05 eu escrevo sobre diário ilustrado. Dia 06 chega um caderno que pedi pela internet. O destino me olhou bem na cara e disse "arrazah gatah!".

Vamos aos antecedentes. Sei que estou fora de época, fora da safra volta as aulas, mas aparentemente, não se vende mais cadernos pequenos (na minha cidade). Cadernos em tamanho A5, de brochura, com espiral, capa dura, capa mole, folha pautada, folha lisa... Antigamente, não sei há quanto tempo, era mais comum achar uma variedade de cadernos pequenos com várias matérias dentro ou sem divisão de matéria. Com 200 folhas, 80 folhas, 100 folhas... Atualmente eu acho bastante agenda e planner... PLANNER! Eu acho planner e não acho caderno. Muito interessante essa substituição de mercado. Nada contra planners. 

Um belo dia, quando não estava procurado, achei cadernos "modelo moleskine", (não é da marca original, mas tem a mesma aparência) em uma variedade de capas, tipos de folha e tamanhos, que estava na PROMOÇÃO de 49,99. Dias antes, eu tinha comprado um artesanal de 50,00 na internet. 


A média de preço era essa, nos sites que acessei via propaganda direcionada do instagram. Na Am4zon (e demais sites) também foi uma dificuldade, inclusive pra ver as páginas dos cadernos. Disponibilizam a visualização das capas, mas nunca das páginas. Talvez eu não saiba procurar, não saiba onde procurar, mas foi essa a jornada. Ou eu esperava até julho/agosto, ou eu comprava o que achava pela frente. Escolhi a segunda opção e espero não precisar comprar mais caderno pelos próximos anos, amém? Amém! 

Acho 50 reais caro pra dar num caderno? Acho. Não importa a qualidade. E eu tenho dificuldade de compreensão matemática mesmo, de conceber certos valores, mas cá estou eu 100 reais mais pobre.

Atualmente, uso um caderno de espiral, tamanho 200mm x 275mm, uma matéria, folhas off-white 56 g/m² pautadas. Achei ele há 2 anos, num supermercado em período de volta as aulas e comprei. Ele é da linha de Animais Fantásticos e Onde Habitam (Jandaia). Quando comprei, não me importava a capa, as folhas que eram interessantes e amei demais o período que tivemos juntos. Eu não escrevi todos os dias, então as 80 folhas foram suficientes pros anos que usei esporadicamente (2021-2023). 

Eu botei o nome nele de Circus of My Mind, inspirado numa música [www]. Na verdade, eu escrevi na página de dados pessoais, que o endereço do caderno era Circus of my mind, na cidade Alana's Town, no estado gasoso kkkkkk. Ainda faz sentido ler isso e acabou ficando esse o nome oficial do caderno que fica melhor em português, pois foi um caderno usado pra externar o circo da minha mente 🤡 em meio ao caos da longa pandemia. Eu gosto de dar nome pra cadernos que tenham uma simbologia pra mim, mas até então os cadernos tinham nomes de pessoas, em uma palavra apenas. Agora foi aberta uma nova possibilidade de nomear o caderno com frases.

Dos criadores de: "qual o significado dessa tatuagem?", vem ai: "qual o nome dos teus caderno?".

Durante minha jornada, eu também percebi um padrão meu de gostar de folhas não brancas. Me vê aí uma folha azul bebê, menos branca. Não sei ainda, mas deve ter a ver com a cor das linhas também, que parecem poluir a folha se forem muito escuras. Do nada, eu sou cheia de frescuras que não achei que tivesse e tudo poderia ser resolvido simplesmente. Da próxima vez, daqui muitos anos, quando eu inventar uma coisa dessas de novo, eu mesma compro as folhas e mando encadernar numa xerox perto de casa. No tamanho que eu quiser, na quantidade de folhas que eu quiser. Ou faço igual a galera do junky journal, que reutiliza livro antigo e caderno usado. Paz. 

Antes, na época que blogs eram cheios de review de produtos, eu não via necessidade neles, agora eu sou a maior apoiadora. Talvez porque agora eu sou uma adulta que compra coisas k. Comecei com reviews de bebidas que compro pra experimentar e estão espalhadas em alguns posts. Agora vamos para uma avaliação dos cadernos que comprei com meus rins. 

Review dos cadernos comprados com meus rins

Caderno Luart @luart.papel

 

Descrição: capa dura, formato 21cm x 14,5cm, 96 folhas polen soft 80g, sem pauta, com fitilho marcador de páginas, feito artesanalmente. Todas as folhas em branco.

Comentário: Eu queria muito um caderno de capa verde. Esse tom de verde me agradou, mas era mais caro 5 reais, por ter uma capa texturizada. Dor. Chegou rápido, apesar dos erros do correio em acertar a casa no bairro correto. Tem um acabamento okay, como um caderno feito artesanalmente de fato. A abertura dele é completa. 

Nome: Into the Woods.

Proposta: Pretendo usar esse caderno como sucessor do Circus of Mind. Um commonplace book misturando com bullet journal, misturado com junky journal, misturado com um diário pessoal normal. Diário de fragmentos é um bom termo pra definir. Vi esse termo em algum blog recente e roubei pra mim. 

Caderneta média (Redoma)

A capa lembra xilogravura colorida, mas também lembra estampa de chita. Tentei mostrar que a folha é da cor da parede que é marfin/pérola/areia (algum desses nomes de tinta de parede). Detalhe pra mãozinha de galinha.

Descrição: capa dura, formato 138mm x 200mm, 96 folhas, papel marfim 70g/m², sem pauta, cantor arredondados, com fitilho marcador de páginas. Todas as folhas em branco. Tem elástico externo.

Comentário: Gostei da folha de cor diferenciada, é num amarelado meio acinzentado. No momento não tenho propósito de uso pro caderno. 

Nome: Chita! (ela nunca muda)

Agora que tenho os cadernos, o destino ta me olhando de novo e perguntado: e agora morena, qual o novo empecilho tu vai inventar pra não fazer tuas coisas? Hora de parar com os vídeos de journaling e do it myself k. 

3 comentários:

  1. Também acho 50 reais caro pra um caderno, mas compro assim mesmo (incluindo mais caro). Se eu fosse uma pessoa de boas podia ir na lojinha perto de casa e comprar lá um caderno da Jandaia de 48 folhas por menos de dez reais, mas sou fresca com papel, fresca com a estampa das folhas, quero capas bonitinhas e cheias de firula pra guardar - e assim acabo gastando quantidades inomináveis em PAPEL.
    Um lugar onde eu costumava achar cadernos bonitos e relativamente baratos era na Renner/riachuelo, que sempre tinha desses modelinhos moleskine (no tamanho a5, que eu amo). Mas faz tempo que nao vou lá ver, então nao sei.
    Depois dessa me senti muito inclinada a fazer revier dos meus cadernos hihhihi
    E tá tão lindo o layout junino!!! Amei!!
    :**

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  2. Eu, como encadernadora artesanal artística, digo que 50 reais pra um caderno feito à mão está muito barato pra todo o processo envolvido, ainda mais com papel pólen. Eu fui aprender a fazer meus cadernos por gastar muito dinheiro com isso. Gosto de todos os tipos, desde os da Tilibra, que todo mundo tem um igual, até os feitos com sobras de papel, estilo junk journal, como vc até citou.
    Gostei que vc dá nomes aos cadernos, eu não faço isso, só dou propósito aos meus.
    Sobre vc mandar encadernar folhas soltas na xerox, quero te convidar a fazer o seu próprio caderno. Tenho um vídeo ensinando de forma bem didática a fazer um com materiais simples, e que provavelmente vc tem em casa. Aqui está o link: https://youtu.be/ogDzCAy-sN4
    E sobre vc não gostar de folhas brancas, eu também não gosto, então fui aprender a envelhecer papel. E também ensinei no meu canal: https://youtu.be/Jeq-7P5pCzY
    Lá também tem um vídeo ensinando a reutilizar embalagem e fazer um caderno novinho em folha, não sei se vc curte a ideia, mas também fica a dica pra vc olhar os outros vídeos.
    Espero que vc goste do encontrar por lá ♥
    1bj

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  3. Eu concordo que 50 reais é caro para um caderno, mas lá estava eu pagando 150 reais num caderno da Notebook Therapy para usar de bullet journal que agora fica na gaveta. Ah, a ironia.

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