Self image, 2024

Era pra eu ter escrito esse post em janeiro desse ano, mas eu esqueci. Inclusive esqueci como se faz esse post. 

Atualmente eu tenho 26 anos, moro com minha avó e vivo dilemas por causa disso. Trabalho com mídia social e estou em busca de voltar a dar aulas de inglês.

Quando eu comecei a escrever esse texto, estavamos em período eleitoral, rumo ao segundo turno para prefeito na minha cidade. Esse ano não teve período de veraneio, não teve salão do livro e muito mais coisas que o prefeito não fez questão, preferindo abandonar a cidade em seu segundo ano de mandato. Típico de segundos mandados. A praça de Fátima está em reforma há quase um ano, não me lembro mais. Isso fez com que a feira das quartas e sábados, passassem a acontecer na praça da União, onde eu já fui expor meu brechó poucos dias esse ano. Queria voltar a expor lá com mais consistência, aliás. Na verdade, eu queria muito vender as roupas do brechó, mas eu sou muito relapsa com minha própria divulgação nas redes sociais, mesmo trabalhando com isso. Pois o espeto do ferreiro é sempre de pau. 

Esse ano eu comecei um tratamento para ansiedade que segue firme e forte. Temos um diagnóstico de autismo e TDAH, uns dizem que o que mais me atrapalha é o TDAH, outros dizem que o pior é a ansiedade, eu digo que o pior ja passou e hoje minha vida é uma benção. Eu durmo, eu como, eu engordo, eu consigo pensar com clareza em meio a prazos, tarefas e eventos. Ainda assim, tem algumas coisinhas pra ajustar e a terapia vem me ajudando. Além de eu mesma tomar decisões sobre a minha vida, apesar de demorar muito pra decidir as vezes. Eu não sou muito boa em abandonar certos maus hábitos e falsos confortos. Meu maior medo no momento é perder toda a rede de apoio que mantém meu estilo de vida atualmente. Isso envolve ficar desempregada, pessoas morrerem ou adoecerem, minha casa alagar ou pegar fogo e afins. Então eu tento não pensar nisso, ao mesmo tempo que penso nisso e tento aproveitar meus dias, um de cada vez. 

Também tenho medo de voltar a estaca zero mentalmente, mas minha psicóloga disse que não tem como eu voltar ao que eu era... o que não me impede de ficar pior do que eu já fui k. Mas não vamos pensar nisso, vamos voltar para o presente e viver um dia de cada vez, sem ansiedade. Paz.

Eu descobri que sou uma pessoa alérgica dos olhos, então toda vez que meu olho começar a irritar ao ponto de eu não conseguir abri-lo, significa que eu preciso usar colírios específicos e tomar antialérgicos. Não adianta só esperar o olho se curar sozinho.

A noite é o período do dia que mais me da vontade de desesperar, aí toda noite eu tenho que procurar ver coisas que me deixem sem nada na cabeça e me acalmem. Asmr e vídeos de programas de entretenimento coreano costumam ser meus refúgios nessas horas. Nisso eu acabei acumulando mais de 2mil videos no youtube para assistir depois, porque eu me empolgo e vou salvando. A maioria de entrevistas com alguém do kpop.

Esse ano eu passei mais tempo conhecendo músicas novas, gêneros novos, bandas novas e sai um pouco do cenário coreano que monopolizou meus ouvidos nos últimos cinco anos. Estive ouvindo conscientemente musica gótica, que eu não sabia que já gostava e conhecia. Conheci bandas de shoegaze, principalmente japonêsas e, por último, cai no buraco negro do visual kei.

Descobri que ouvir uma musicas por várias horas e vários dias diferentes é um traço do autismo, mas tbm pode ser do tdah. Eu posso só dizer que meu hobbie é ouvir música. Há um tempo, eu achava que dizer isso era redundante, porque todo mundo ouve música, não tem nada de especial, não precisa de uma dedicação para isso, é só ouvir. Daí eu descobri que nem todo mundo ouve música todos os dias, 24h, como eu faço. Nem todo mundo fica horas e horas ouvindo discografias de um artista novo e pesquisando sobre esse artista, descobrindo gêneros musicais novos e afins, como eu faço e me divirto fazendo. Portanto, meu hobbie é ouvir música e eu levo ele muito a sério (organizando playlists diversas).

Estive pintando menos as unhas e mantendo elas mais curtas. Faz uns bons meses que eu to me coçando por piercings, mas não faço porque não tenho disciplina pra cuidar, nem quero sentir as dores do período de cicatrização. Então vamos ficando por aqui mesmo, comprar uns fake na shein e vida que segue. Eu amo piercing na boca e aqueles nas abas nasais, acho uma gracinha nos outros, então queria ficar uma gracinha também.

Ano passado, eu usei no self image uma imagem do Junji (kpop) com franja pra personificar a mim mesma na época. Esse ano, estou usando uma imagem dele mesmo de cabelão e sem franja. Estou deixando a franja crescer e o resto do cabelo, tal como um dia foi em 2015. A sensação é que to perdendo meus traços oficiais. Minha marca é minha franja e agora eu não tenho mais ela. Eu não lembro como é meu rosto sem uma pastinha, então quero ver como fica.

Self Image é um tipo de post que serve como uma retrospectiva anual de si mesmo do ponto de vista atual. Isso é um tipo de terapia do relógio que o Hannibal faz com o Will Graham, de dizer o nome, onde está e que horas são, pra não dissociar da realidade. Esse formato de post foi inspirado no blog Limonada

Versões anteriores podem ser vistas a seguir: 2023.

7 comentários:

  1. me encantó este post! La verdad es que lo leí traducido con google translate, pero creo que capté bastante bien las ideas. ¡Me encanta leer a la gente y su vida, sobre todo ver relatos de como la terapia si está ayudando! (❁´◡`❁) hace poco yo comencé con terapia y a veces es tan doloroso que no se si está ayudando, supongo que debo ser más paciente.

    El hoyo negro del visual kei te da la bienvenida <3! aunque yo soy muy fan de las cosas mas oldies, siento que es un género demasiado entretenido. Te gusta Malice mizer? c:

    Voy a copiar este formato totalmente, siento que es una buena forma de terminar/empezar el año.

    Saluditos desde Chile <3!

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    1. Fico feliz, também gosto muito de ler seu blog com meu pouco entendimento de espanhol!

      hahahahha obrigada pelas boas vindas! Amo Malice Mizer! Fique a vontade para escrever sua versão desse post. Até mais!

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  2. Nunca tinha visto esse formato de publicação, achei interessante. Bem-vinda ao clube das gatinhas com alergia nos olhos! É uma porcaria, nunca viaje para lugares remotos sem o seu colírio, às vezes é difícil e meio caro achar e um comprimido de antialérgico não vai resolver o b.o do olho Ç-Ç

    Garota do 330

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    1. Eu vivo com o colirio na bolsa mesmo quando vou rapidinho num lugar e de fato o antialergico não resolve... só depois de vários dias tomando, ai desinflama mais... sofro.

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  3. Passando rapidinho pra desejar um feliz natal ♥ embora atrasado
    Beijinhos! :*

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    1. Obrigada Shana!! Espero que tenha curtido o fim de ano e que 2025 seja muito bom pra você! Xero, obrigada por lembrar de mim!

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  4. Me identifico muito com a questão de sempre querer dar uma surtada no período da noite. Quando mais nova, eu usava o grupo de WhatsApp das minhas amigas pra surtar e elas me avisaram sobre, uma coisa meio que: "Nana, vc sempre fica assim de noite, pq vc só não dorme?" Mas, pra quem tem ansiedade nunca é só dormir, né. Hoje, felizmente medicada, consigo dormir antes da 00h e os surtos não acontecem mais (por estar dormindo ou por estar medicada, ou os dois, não sei).

    Sou como vc: eu amo ouvir música 24h por dia, 7 dias na semana, e eu também achava que todo mundo era assim até conhecer o meu namorado. Ele conhece poucas músicas e tem, tipo, umas 10 no Spotify dele. Eu fico chocada. Quando aparece essas trends no TikTok tipo "hits do ano 20XX" e ele não conhece a maioria, eu acho que ele tá mentindo, mas o bichinho realmente só não liga pra música (╥_╥)

    Acho que perdi o timing pra fazer um post self image de 2024, mas vou anotar a ideia pra fazer um no final desse ano.

    Abraços, nanaview

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