O que o google tem a nos dizer sobre isso?
O que o autor tem a nos dizer sobre isso?
Veja, a pergunta não é sobre o que é. Mas o que aquilo nos diz. O que nos dizem, não é, exatamente. E o que é, é o que decidimos que seja. Se eu decido que aquilo é, então aquilo passa a ser.
E aquilo pode ser várias outras coisas para outras pessoas, e pode passar a ser outra coisa até para mim mesma, em algum outro momento. Mas nesse momento de agora, digo que aquilo é o que é.
Igual eu sou o que sou.
Parece aquela conversa de que deus não existe, deus é. Tem um dizer, que diz: se deus é comigo...
Não lembro o resto.
Mas eu gosto dessa expressão: "deus é". Não pelo cunho religioso, mas pelo cunho linguístico mesmo. Dizer que "algo é", passa um sentido tão infinito (tanto são infinitos os sentidos, como o sentido é infinito em si mesmo). Um infinito, presente. Uma presença infinita. Uma presença no agora. São muitas formas de explicar. A língua brasileira é muito linda, mesmo.
Mas eu tava pensando em algo muito mais mesquinho, talvez, quando comecei esse texto.
Em uma noite, eu pensei sobre coisas que são faladas pelas costas sobre nós. E sobre como essas coisas não existem. Pelo menos, não existem pra mim. Não são coisas pelas quais eu posso agir sobre, porque não existem. Eu só posso especular sobre. Ou eu posso até ficar sabendo sobre. Mas se não foram ditas diretamente para mim, continuam não existindo no meu mundo.
Talvez, se elas um dia existirem, eu possa fazer algo a respeito. Posso agir sobre aquilo e mudar, ou ignorar, ou me zangar... Aos possibilidades são todas. Mas só depois que aquilo passa a existir. Ou passa a ser um problema. Nada de se precipitar.
E depois eu pensei sobre como isso me afeta. Ainda sobre coisas que falam de mim pelas costas. Isso pode me afeta indiretamente, de alguma forma. Tipo alguém falar de mim pro meu chefe, ou pra um amigo. E eles tomarem uma decisão que me afeta, sobre o que ouviram.
Mas aí, eu irei responder por mim apenas e não pelo que fofocaram sobre mim. Sabe?
Lembrei o porquê de eu ter pensado sobre isso. Foi porque andei falando de mais sobre alguém, para outras pessoas. E não é algo que eu possa resolver rapidamente ou diretamente com a pessoa. E ai eu me repreendi por ter falado. Mas ao mesmo tempo, pensei que não importa. O que eu falo sobre ela, diz mais a respeito sobre mim, do que sobre a pessoa. Diz mais sobre como eu percebo alguém, do que sobre esse alguém, de fato. A pessoa é um indivíduo a parte do que eu penso sobre ela e independente disso. E eu tenho o direito de pensar, escrever e dizer o que eu penso sobre ela no meu particular. Contando que eu não cometa nenhum crime, ao fazê-lo k. Não to querendo reclamar pra mim aqui o direito a livre expressão, disfarçada de discurso de ódio.
Ou talvez eu só esteja tentando dentro da minha cabeça, tirar de mim a responsabilidade de ter falado algo, para não sofrer as consequências por ter-lo dito.
Vou refletir mais sobre. Pois as consequências existem, estando eu no meu direito ou não.

essa coisa de eu ser um ser que as outras pessoas podem formar opiniões me enlouquece demais, teve um época que eu vivia pra tentar controlar essa imagem que todas as pessoas tinham de mim que eu acabava esquecendo de viver, de ser eu. e quando a gente tem confiança na nossa própria existência isso deixa de importar tanto, claro que depende de contexto etc. mas no geral, não se martirize tanto por ter falado de outra pessoa, vc ter reconhecido já é o primeiro passo que muita gente nem toma
ResponderExcluirNão que eu achei que o que eu fiz foi errado kkk só foi perigoso mesmo, por isso eu me repreendi. Mas vida que segue, nada de ruim aconteceu a respeito disso, foi só uma preocupação mesmo.
ExcluirAcho que eu fui criada pra me preocupar com o que as pessoas acham de mim, mesmo eu odiando essa preocupação, porque ela não faz sentido. Afinal, não tem como eu controlar o que os outros sentem ou pensam.
Mas de fato é muito estranho perceber a vida contada em terceira pessoa kkkkk e não só sob o seu ponto de vista.
"A língua brasileira é muito linda, mesmo." sim!!!! Chega às vezes ser assustador como coisas simples que a gente fala ou escreve, só porque á em português, fica bonito.
ResponderExcluirNossa eu amo, amo a variedade de palavras, amo a gramatica complicada, amo tudo o que permite a gente se comunicar com o máximo de palavras e figuras de linguagem possíveis!
Excluiroii, lana! a forma que os outros lidam com o que expressamos é algo que venho pensando há um tempo, desde que aprendi a parar de tentar controlar o que o outro pensa de mim ou me preocupar com isso. acho que você trás reflexões bastante interessantes neste texto. comecei a escrever um comentário que acabou ficando bastante extenso. achei mais correto da minha parte enviá-lo por e-mail do que poluir sua caixa de comentários
ResponderExcluirLogo mais responderei seu e-mail. Você fez o que eu tenho vontade de fazer com alguns blogs, aliás: mandar um e-mail com um textão sobre tudo o que eu pensei. Ai na falta desse espaço, as vezes eu prefiro fazer um post em resposta as coisas que leio por aí. Adorei conhecer seu site no neocities e a segui por lá! Meu site lá se chama The 0bserver, mas não ta atualizado. Agradeço a visita!
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