Como fazer limpeza de superfícies? Edição autista

Ingredientes necessários:

  • 1 borrifador com produto de limpeza á gosto;
  • 2 panos (um seco e um molhado);
  • Luvas médicas de vinil sem pó;
  • Máscara;
  • Sacos plásticos á gosto;
  • Toalha para enxugar meu suor (de preferência uma toalha que eu já esteja usando na semana, prestes a botar pra lavar).

Contexto

Dia de faxina em casa. Meu namorado limpou a maior parte dos cômodos. Eu foquei em uma parte do nosso quarto, que é enorme e estava cheio de entulhos de vidas passadas que moraram na casa, por assim dizer.

A grande sacada do dia foi usar luvas médicas para mexer com poeira. Elas me salvaram de muita crise sensorial, pois sentir as mãos sujas me faz parar meu dia, até conseguir lavar a mãos ou borrifar alcool. Mas eu ainda não tinha percebido que o sensorial da poeira nas mãos me incomodava tanto em uma faxina, nem sabia que podia evitar isso usando luvas.

Bônus para as luvas médicas, em comparação com as luvas comuns de supermercado: elas são mais resistentes e justas, acomodam melhor as mãos. Como sobrou muita luva médica, depois que minha avó faleceu, estive usando elas para lavar e esfregar coisas com produtos químicos, sem machucar as mãos, mais ainda não tinha usado para limpar poeira. Nota: 5 estrelas.

Os panos só funcionam comigo quando tem um seco e um molhado. Assim, eu consigo ficar alternando entre eles, sem molhar o seco e depois precisar do seco denovo, pra algo no meio do caminho. E o borrifador, em qualquer situação de limpeza, traz mais praticidade. Nesse caso, usei uma mistura de desinfetante e alcool. Meu sonho é ter um borrifador para cada cômodo da casa, assim como uma tesoura. Para não precisar ficar perdendo e transitando o item único pela casa.

Os sacos servem para o lixo, mas principalmente, para agrupar itens semelhantes em um lugar só. Na maioria das vezes, itens que não vão ter um tratamento imediato. Ou seja, ainda não vão pro lixo, nem vão ser guardados no devido lugar, então vão ficar ensacados para um outro momento. Sem que eu precise parar a limpeza para processar cada objeto e decidir sobre eles, pois, nem todos são fáceis de dar um destino. Minha sorte é que eu sou muito boa em arquivar coisas em categorias. Então, por exemplo: em um saco vão as coisas pequenas, em outro vão papéis, em outro vão frascos vazios, em outro vão itens para concerto; todos devidamente limpos com o pano seco. A quantidade de sacos, vai depender da quantidade de itens por categoria. Se tiver pouca coisa, da pra processar rapidinho, o que não foi o caso de hoje.

E para onde vão os sacos? Quando eu finalizo toda a limpeza, daí entoco os sacos em algum lugar que faça sentido, para processamento futuro. Posso deixar todos num canto do cômodo ou guardar na dispensa.

Essa questão com os sacos por categoria, vai depender do foco da limpeza e eu sempre preciso ter clareza de qual o foco da limpeza. Hoje, o foco foi tirar a bagunça visual de dentro do quarto. Sendo assim, os por menores ficam para outro dia. Por isso, os sacos de lixo entram em ação e me ajudam a não perder o foco, mantendo os detalhes longe das vistas.

Como eu trabalho por picos de energia, sempre limito minhas limpezas a um cômodo ou mesmo a uma sessão do cômodo. Delimitar as áreas, me ajuda a não espalhar bagunça e não me perder entre os cômodos. Sim, eu me perco dentro de casa, quando to num fluxo de energia ativa, pois minha cabeça não pensa, eu so vou fazendo o que está ao alcance da vista, por isso tenho que limitar o alcance.

Hoje o limite foi algumas sessões do quarto: cama, roupas, cômoda, chão. As sessões que estavam mais insalubres 🥲. Eu conto cada móvel e eletrodoméstico (ventilador, central...) como uma sessão + chão, teto e janela (que são 3 sessões). E "roupas" é uma sessão a parte, para além do guarda roupa, porque envolve muita mais coisas como dobrar, lavar, guardar, descartar... Então, hoje eu fiz 4 de umas 10 sessões que tem no quarto e estou muito orgulhosa e feliz com o resultado. 

Ps: meu namorado varreu e passou pano no quarto. Eu só desobstrui o chão, que foi o serviço maior 💅.

Na minha configuração atual

  • 28 anos;
  • férias; 
  • em tratamento de um rinite inflamada e proibida de poder mexer com poeira (recomendação médica);
  • com tendência a perder horas em hiperfoco na limpeza de detalhes irrelevantes, que fogem do foco geral da faxina (devido ao autismo e TDAH);
  • com energia flutuante entre limpar tudo de uma vez e deixar tudo pela metade, espalhado pela casa (devido ao TDAH).

2 comentários:

  1. Interessante seu post! Praticamente um manual 😄
    Eu tô pra fazer duas coisas em casa:
    1) um manual de limpeza para cada coisa e cômodo da casa;
    2) padronizar panos e produtos de limpeza.
    Eu tenho muita dificuldade de decorar como que eu limpei aquele mesmo cômodo das outras vezes, ou como que eu fiz a limpeza mais rápido. Me perco muito em pequenos detalhes ou vou me distraindo com o que aparecer pela frente. Daí chego na semana seguinte pra limpar, eu esqueço como que eu fiz, mais cansaço mental de tentar lembrar ou ir testando as coisas ou pesquisando como que limpa.
    A minha vontade é de deixar pano da cor tal pra móveis, pano de outra cor tal para pia, etc.
    É muito mais fácil assim, pelo menos no meu trabalho é bem mais simples ter procedimentos pra tudo (limpeza, serviço, preparações).

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    Respostas
    1. Colega, sempre que eu tenho a oportunidade, eu faço um manual ou um protocolo do que fazer em certas situações da minha vida (ex. quando estou doente, sobrecarregada, zangada, triste). Igual a gente faz playlist para cada ocasião de vida.

      Sobre os panos, você poderia deixar pronto alguns kits de limpeza para certos cômodos com seus respectivos panos e cores. Acho que ficaria legal e até to pensando em fazer pra minha casa tbm. E sobre os protocolos de limpeza, faz um documento com passo a passo de limpezas e deixa acessível, digital ou físico.

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