Um comentário bem simples, nessa matéria, me chamou atenção: quem dera se eu tivesse tido educação financeira na escola!
O que me pega nesse tipo de mentalidade não é nem o que é dito, mas no que isso implica. Eu "amo" o mito de que: se tivessem ensinado, eu tinha aprendido (já poderia parar por aqui, mas tem mais) e minha vida seria outra.
É inegável que a educação é importante e muda vidas. Mas acreditar que o que te impediu de triunfar na vida, foi a falta de uma disciplina extracurricular na sua adolescência... Reflita!
O que não falta na escola são ensinamentos e aprendizados, tantos que não cabem no cérebro ao ponto de não se firmarem na memória tempo suficiente até a vida adulta. Ter ou não ter as tais disciplinas extracurriculares na escola (empreendedorismo, declarar imposto de renda, ética, matemática ou educação financeira e todas outras sugeridas constantemente na internet), não vai garantir muita coisa, quando o problema é mais embaixo. E como eu sempre digo, se é do seu interesse que vc ou seu filho aprenda algo por fora, vá buscar por fora. Não adianta socar coisa pra escola fazer a mais do que já faz.
Seria interessante que as escolas integrais fossem na verdade uma propostas de escola-instituto, que oferecesse em contraturno os cursos extras, de temas tranversais com duração variada e contratações a mais. Ao invés de escola-depósito de criança pro pai poder trabalhar em uma escala maldita. Mas esse assunto fica pra eu lamentar em outro momento.
Outra questão que me pega é a constante exigência por disciplinas extras na escola, que são intrinsecamente associadas a política e classe social. Mas na hora que esses assuntos entrassem na sala, os pais iriam reclamar e reiniciar toda aquela ladainha de escola sem partido.
Educação sem política, é papo de coach. E papo de coach é propaganda política. Veja que política e propaganda política são duas coisas distintas.
Em resumo, sem ter a noção (política) da realidade social em que se está inserido, nada sai do lugar. Ensinar de forma neutra é impossível, inútil e de extremo mau gosto. Não só é injusto, como é mau caratismo e covardia.


!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! acho que é sempre mais fácil culpabilizar a "escola" por não ter ensinado e por isso a vida ser do jeito que é, culpabilizar um terceiro tira de nós a culpa, não?
ResponderExcluirhoje, já não existe a mesma desculpa, mesmo que não exista na grade curricular, o que tem de informação boa e útil em formato de aula não cabe em um pendrive!
Até pq sempre quem reclama dessas coisas é quem tem verba e tempo pra investir em um curso por fora. E quem não tem esse perfil, mas ainda assim reclama dessas coisas, não percebe que vive uma realidade que tanto faz como tanto fez o curso por fora, pq a condição social dele está para além de uma boa organização financeira
ExcluirCaramba, concordo demaisss! Apesar de achar sim que devia ter alguma forma (como você disse, de oferecer cursos extras, com docentes especializados e bem pagos) de ensinar educação financeira e outras coisas dependendo da faixa etária (ex.: aos 17 anos quando muitos alunos saem do colégio e buscam oportunidades no mercado de trabalho - especialmente os de baixa-renda que não partem para uma faculdade de cara).
ResponderExcluirPorém, como filha de professora sei da quantidade de burocracias e coisas que os professores já tem que fazer para ensinar o básico - são dias inteiros de trabalho e preparo de aula. Bizarro acharem que é só "entuchar" tudo na mão da escola. Fora que essa notícia da Exame claramente deve ser de escola particular, e aí o povo do "escola sem partido" vem com ideiota de que isso se aplica pra tudo...O povo tá descolado demais do que é a realidade, gente...
A matéria é toda pôde, a começar pelo título. Pq vê a aluna investir, eu vejo, tu ve, ele ve, nos vemos que foi investido algo que demorou um ano pra render passivamente algum valor. Isso prova o que, mesmo? Informa o que no mundo real?
ExcluirMas enfim, eu me conceitrei menos na matéria e mais no comportamento recorrente das pessoas em relação ao tema escola, que sempre se admiram com materias vagas e "apoliticas" como essas.