Acho que preciso me apresentar novamente para mim mesma. Tem sido um tópico constante nas minhas conversas internas. Não ter clareza do que realmente gosto e por isso não estou sendo eu mesma, não conseguindo me expressar, pelo fato de não estar em contato com essas coisas que gosto. Esqueci o bom sentimento que me trazem. Infelizmente o ser humano é muito fraco da memória, alguns mais que outros, e precisamos estar sempre nos lembrando do que estamos fazendo para lembrar de fazê-los. Vigiai e orai, irmãos.
Aliás, não sou uma pessoa muito religiosa ou espiritual, mas minha criação não nega certos hábitos cristãos e minha tentativa de dar significados pessoais para certas passagens da bíblia, essa é uma delas. Vigiai e orai é um resumo de uma concepção maior que eu tenho sobre essa necessidades de estar sempre vigilante. Sabe quando alguém morre e enchem as redes sociais com o nome da pessoa + presente, para que nunca seja esquecida em existência e causa. É isso, para que eu não morra pra mim mesma. Ler com um tom de voz leve e sereno apesar de parecer um tema pesado kk.
O ano é 2021. Eu continuo chorando quando ouço musicas muito boas e continuo ouvido as mesmas músicas tristes que todo mundo acha depressivas, mesmo eu acho elas mais relaxantes do que tristes. Cada um com seu conceito de tristeza e do quão próxima quer estar dela. Atualmente minhas playlists foram monopolizadas por k-pop, consistindo no único gênero musical que acompanho em termos de lançamentos, juntamente com outras músicas asiáticas: japonesas, tailandesas, indianas, vietinamitas...
Estive imersa nesse universo asiático desde 2018. Sempre me considerei bastante eclética ou até estranha e continuo, só não estou atenta aos top hits das playlists do Spotify. No fim, eu sempre volto para as músicas que ouvia em 2015 quando parei de acompanhar os lançamentos e decidi conhecer mais a fundo cantores, ouvir álbuns completos, internacionais e principalmente nacionais. Desde aqueles que todo mundo gosta até àqueles que ninguém conhece... Então, de 2015 para trás eu tenho bagagem. Isso inclui flashback e demais músicas de antes de eu nascer.
Aproveitando o momento para deixar uma playlist aqui: play para esquecer o mundo, eu atualizo ela sempre que lembrou ou descubro uma música que se encaixa nesse mood. Como eu gosto de fazer listas dos mais diversos assuntos, tenho playlist para situações e sentimentos aleatórios que sinto necessidade de recorrer. Eu também tenho uma lista de músicas tristes asiáticas que eu sempre ouço:
Agora o ano é 2018, eu conheci um grupo coreano chamado LOONA e imergi num universo geopolítico do K-pop. Toda a indústria musical coreana, de alto potencial político, cultural e econômico. Infelizmente, eu tenho a tendência de fazer uma análise econômica, social e educacional de tudo comparando (não equiparando) com o Brasil. Porém, sem intenção de fazer critica social foda ou dar juízo de valor, dizendo o que é certo ou errado.
Enfim, não que eu seja fã de nenhum grupo coreano em específico ao qual eu dedique minha vida, eu aprecio as produções no geral e acompanho o geral também. Os grupos que mais gosto são Mamamoo e Monsta X. Inclusive, o risco desse blog virar um constante análise musical de lançamentos do k-pop é altíssimo, mas eu vou me controlar.
O texto começou com um assunto e terminou em outro. Zero na redação por fugir do tema.
Notas
- Percebendo a besteira que fiz de começar esse post, porque ele não vai ter um fim, algo conclusivo.
- Estou escrevendo aqui e pensando se devo realmente publicar tanta informação que nem é tão pessoal assim, mas ainda assim é intima (avalie o nível de veaquice da pessoa). Ao mesmo tempo que rebato esse pensamento com a aceitação de que dados mais pessoais já estão divulgados por ai abertamente mesmo eu nunca tendo publicado eles num blog (graças aos mimos do google, facebook e cia), ainda bem que não sou ninguém importante a quem se interessariam em roubar ou difamar. Ao mesmo tempo que penso que poderia estar escrevendo isso num caderno, ai lembro que foi justamente por causa dessa questão com a escrita a mão que eu vim pra cá, e não para uma página do word perdida no computador (sem falar que meu computador não tem word no momento e o blog pareceu um lugar mais organizado para armazenar essas divagações do que qualquer outra plataforma ou nuvem, então vamos ficando por aqui).




e aqui é bom porque você pode achar gente que gosta das mesmas coisas e quer fofocar junto!! hahaha
ResponderExcluirtambém me enfiei no mundo do kpop e é uma realidade sem saída. mesmo que eu não ouça sempre, acaba caindo uma ou outra coisa no meu ouvido, e é tão bom!! como não gostar? enfim. entendo muito isso de não saber quem é porque tudo vive mudando — tô num desses momentos entre ser uma versão minha e me tornar outra versão, só que ainda não sou nem uma nem outra. me sinto aqueles passarinhos que saem do ovo molhados e esquisitos, sem conseguir fazer nada direito e completamente desorientados.
beijo, alana! :^)
Sim, tem uma galerinha bacana por aqui que comecei a acompanhar através de ti, aliás. Então agradeço muito!
ExcluirEu me pergunto se esses momentos é crise de idade, ou é a pandemia. Não que faça muita diferença, mas sigo tentando não me desencantar das coisas.