Who are you?

Acho que preciso me apresentar novamente para mim mesma. Tem sido um tópico constante nas minhas conversas internas. Não ter clareza do que realmente gosto e por isso não estou sendo eu mesma, não conseguindo me expressar, pelo fato de não estar em contato com essas coisas que gosto. Esqueci o bom sentimento que me trazem. Infelizmente o ser humano é muito fraco da memória, alguns mais que outros, e precisamos estar sempre nos lembrando do que estamos fazendo para lembrar de fazê-los. Vigiai e orai, irmãos. 

Aliás, não sou uma pessoa muito religiosa ou espiritual, mas minha criação não nega certos hábitos cristãos e minha tentativa de dar significados pessoais para certas passagens da bíblia, essa é uma delas. Vigiai e orai é um resumo de uma concepção maior que eu tenho sobre essa necessidades de estar sempre vigilante. Sabe quando alguém morre e enchem as redes sociais com o nome da pessoa + presente, para que nunca seja esquecida em existência e causa. É isso, para que eu não morra pra mim mesma. Ler com um tom de voz leve e sereno apesar de parecer um tema pesado kk.

Alice no país das maravilhas, 1951

O ano é 2021. Eu continuo chorando quando ouço musicas muito boas e continuo ouvido as mesmas músicas tristes que todo mundo acha depressivas, mesmo eu acho elas mais relaxantes do que tristes. Cada um com seu conceito de tristeza e do quão próxima quer estar dela. Atualmente minhas playlists foram monopolizadas por k-pop, consistindo no único gênero musical que acompanho em termos de lançamentos, juntamente com outras músicas asiáticas: japonesas, tailandesas, indianas, vietinamitas... 

Estive imersa nesse universo asiático desde 2018. Sempre me considerei bastante eclética ou até estranha e continuo, só não estou atenta aos top hits das playlists do Spotify. No fim, eu sempre volto para as músicas que ouvia em 2015 quando parei de acompanhar os lançamentos e decidi conhecer mais a fundo cantores, ouvir álbuns completos, internacionais e principalmente nacionais. Desde aqueles que todo mundo gosta até àqueles que ninguém conhece... Então, de 2015 para trás eu tenho bagagem. Isso inclui flashback e demais músicas de antes de eu nascer.

Aproveitando o momento para deixar uma playlist aqui: play para esquecer o mundo, eu atualizo ela sempre que lembrou ou descubro uma música que se encaixa nesse mood. Como eu gosto de fazer listas dos mais diversos assuntos, tenho playlist para situações e sentimentos aleatórios que sinto necessidade de recorrer. Eu também tenho uma lista de músicas tristes asiáticas que eu sempre ouço:


Agora o ano é 2018, eu conheci um grupo coreano chamado LOONA e imergi num universo geopolítico do K-pop. Toda a indústria musical coreana, de alto potencial político, cultural e econômico. Infelizmente, eu tenho a tendência de fazer uma análise econômica, social e educacional de tudo comparando (não equiparando) com o Brasil. Porém, sem intenção de fazer critica social foda ou dar juízo de valor, dizendo o que é certo ou errado. 

Pessoalmente, gosto muito de música internacional, não só americana como italiana, francesa, espanhola... Mas até então, meus ouvidos tinha se habituado apenas ao som europeu (Eurovision, obrigada por tudo) e americano. Quando a Coréia entrou no mapa, um outro mundo se abriu na minha frente, me permitindo conhecer para além do Pop, o R&B, o Hip hop, o Trot e outros ritmo em coreano, e junto a isso, as produções audiovisuais e cinematográficas daquela região. Aí desde então foi só ladeira a baixo mesmo, nunca me recuperei e nem pretendo. Eu costumo dizer que o Japão me salvou, graças a deus! Entende-se Japão (nessa frase) como toda a Ásia ou como um resumo desse marco na minha vida que antecede o Kpop. Antes da Coréia, eu já me metia com o teatro japonês (oto buraco sem fundo), mas isso é assunto pra outro texto enorme.

Enfim, não que eu seja fã de nenhum grupo coreano em específico ao qual eu dedique minha vida, eu aprecio as produções no geral e acompanho o geral também. Os grupos que mais gosto são Mamamoo e Monsta X. Inclusive, o risco desse blog virar um constante análise musical de lançamentos do k-pop é altíssimo, mas eu vou me controlar. 

O texto começou com um assunto e terminou em outro. Zero na redação por fugir do tema.

Notas

- Percebendo a besteira que fiz de começar esse post, porque ele não vai ter um  fim, algo conclusivo.  

- Estou escrevendo aqui e pensando se devo realmente publicar tanta informação que nem é tão pessoal assim, mas ainda assim é intima (avalie o nível de veaquice da pessoa). Ao mesmo tempo que rebato esse pensamento com a aceitação de que dados mais pessoais já estão divulgados por ai abertamente mesmo eu nunca tendo publicado eles num blog (graças aos mimos do google, facebook e cia), ainda bem que não sou ninguém importante a quem se interessariam em roubar ou difamar. Ao mesmo tempo que penso que poderia estar escrevendo isso num caderno, ai lembro que foi justamente por causa dessa questão com a escrita a mão que eu vim pra cá, e não para uma página do word perdida no computador (sem falar que meu computador não tem word no momento e o blog pareceu um lugar mais organizado para armazenar essas divagações do que qualquer outra plataforma ou nuvem, então vamos ficando por aqui).

2 comentários:

  1. e aqui é bom porque você pode achar gente que gosta das mesmas coisas e quer fofocar junto!! hahaha

    também me enfiei no mundo do kpop e é uma realidade sem saída. mesmo que eu não ouça sempre, acaba caindo uma ou outra coisa no meu ouvido, e é tão bom!! como não gostar? enfim. entendo muito isso de não saber quem é porque tudo vive mudando — tô num desses momentos entre ser uma versão minha e me tornar outra versão, só que ainda não sou nem uma nem outra. me sinto aqueles passarinhos que saem do ovo molhados e esquisitos, sem conseguir fazer nada direito e completamente desorientados.

    beijo, alana! :^)

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    Respostas
    1. Sim, tem uma galerinha bacana por aqui que comecei a acompanhar através de ti, aliás. Então agradeço muito!
      Eu me pergunto se esses momentos é crise de idade, ou é a pandemia. Não que faça muita diferença, mas sigo tentando não me desencantar das coisas.

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