Meu lema, desde o ano passado, é: aproveitar o momento agora, não por medo de que um dia vai acabar, que o nome disso é ansiedade, yolo e fear of missing. Não é sobre isso. É viver o agora, simplesmente porque estar acontecendo agora. Respeite e honre o tempo. É sobre calma. Tudo está acontecendo no seu tempo, que é agora. Esse "agora" não é imediato, só é presente, está presente. Esteja presente.
A longevidade não é um objetivo (nem um vislumbre, considerando o cenário atual), mas viver bem os dias que tenho pra viver é o caminho que quero trilhar. Ao mesmo tempo que eu não pretendo viver 100 anos, eu não quero viver uma vida miserável e dolorosa por causa de negligencias com minha saúde, independente da vida ser curta ou longa. Essa mentalidade está me levando mais próximo de hábitos construtivos e saudáveis, que ainda são abalado por hábitos destrutíveis de 23 anos de história. Então, estou buscando melhores práticas e experimentando várias configurações, entendendo como meu corpo responde e o que eu não quero vivenciar, o que vale e não vale a pena, o que faz ou não sentido.
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Dito isso, segue uma lista de constatações obvias coletadas ao longo dos anos, que precisam ser registradas para eu não esquecer que eu acredito nelas:
Skincare: make it simple. De dia você prepara e protege a pele que será exposta a sol, vento e poeira. De noite você restaura a pele que passou o dia exposta, com o auxílio de um sono reparador. Não to falando só do rosto.Dormir: um privilegiado período do dia em que você pode parar e não fazer nada, permitindo absorção de hidratantes passados nas mãos e nos pés (skincare) que ressecam pelo excesso de higienização e constante fricção com as superfícies no dia a dia.
Alimentação de 3h em 3h: única forma de manter peso, sem frequentar uma academia. Mantendo também minha auto estima e me poupando de precisar comprar outras roupas.
Exercício físico: a meta é chegar aos 30 anos com uma saúde de alguém com 30 anos e não a de um fumante com doença terminal.
Ler: arte de viajar no tempo por telepatia. Teletransportar-se. Conhecer pessoas, mundos e mentalidades jamais possíveis de conhecer em uma vida apenas, sem precisar sair do lugar. Quase como a internet promete ser, só que acessando a mente e o corpo de forma verdadeiramente ativa.
Banho: começar higienizando as mãos porque elas vão passar pelo corpo todo na tentativa de limpá-lo, não faz sentido as mãos estarem sujas. Terminar o banho lavando os pés, porque eles vão se deitar na mesma cama que você deita o rosto. Depois de ter passado o dia pegando terra e por fim, pisando no chão sujo do banheiro.
Higienização do banheiro: infelizmente tem que ser um serviço diário, até virar um hábito igual lavar a louça e a pia depois que usar. Same energy. Limpar depois que usar, não só uma vez na semana ou no mês quando a situação já ta crítica no ralo.
Carreira: a carreira acadêmica tão planejada, não faz sentido pra mim, no momento, por melhor que seja o momento considerando idade, energia e contexto político que afunilam as possibilidades futuras. Ainda que eu me arrependa, esse não é um desgaste que eu pretendo me comprometer agora.
💭 em dúvida se eu mantenho como publicação ou deixo como uma página estática pra eu ficar atualizando a medida que constato novas coisas.
Créditos [imagem da capa: Ocean Waves, 1993]

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