Minino... Esse texto é um compilado superficial sobre: Instagram, redes sociais, controle de dados, geopolítica e kpop. Tem coisa aqui que certamente não tem respaldo algum (a parte da geopolítica), são só achisses sem coerência textual, de uma pessoa que estava emputecida por ter perdido um perfil no Instagram, sem mais nem menos.
O Instagram não tem suporte, em vários níveis da palavra S-U-P-O-R-T-E.
Quando eu escrevi o texto anterior, não tava esperando que fosse enfrentar problemas com a plataforma. Um problema muito específico e que seria necessário ajuda de um suporte personalizado, vulgo um atendimento com uma pessoa de verdade. E assim descubro que nenhuma plataforma da Meta tem suporte hoje em dia. NEM UM FUCKING EMAIL 🤡. Agora eles trabalham com uma central de ajuda com perguntas&respostas frequentes&genéricas, que talvez/ quem sabe/ pode ser que tenha a solução pra o que você precisa.
Caso não tenha, fique com deus, é só abrir uma nova conta 🤡.
OK. *respira.
Fato é que a gente usa o Instagram (e demais redes sociais (e toda a internet (mas isso é assunto pra depois))) de maneira "errada". E a Meta incentiva isso ao tentar padronizar e monopolizar todos os serviços.
É complicado dizer que é errada, porque não é como se houvesse uma maneira certa.
Mas é errada no sentido de o Instagram, especificamente, não ser uma plataforma pra se trabalhar e dedicar todo o suor num conteúdo que pode simplesmente sumir da face da terra, porque a plataforma não foi criada pra isso e não te da respaldo algum pra isso, o usuário só tem a perder. Talvez quem usa pra lazer ou qualquer coisa descartável, sofra menos impacto numa situação de perda da conta, pois você pode simplesmente abrir outra e começar do zero. Fácil e gratuito.
Depois de visitar o Onigiri Quase Prédio e refletir brevemente sobre redes sociais, sobre o Neocities e tudo mais, eu fiquei pensando: que merda hem... Problemas de massificações e megalópoles, só que na internet. Superlotação de plataformas e empresas gigantes que não dão conta da demanda, ai vira um negócio genérico e bem distante.
Quer dizer que é assim que funciona a privatização... não funcionando.
E é por isso que eu vi muita gente indo pro Neocities.org, abandonando outras redes sociais como principal meio de publicação e divulgação do seu trabalho e indo fazer uma site por conta própria. Melhor coisa que fazem, aliás. Eu sigo na militância que defende que as pessoas tenham sites (a hipocrisia, pois eu tenho um blog que tbm pode sumir a qualquer momento, se o tio google quiser, mas eu gosto de pensar que é diferente). Eventualmente, se o Neocities fica maior, ou passa a ser gerido por uma grande empresa, muita coisa vai se perder em nome de um maior número de usuários e lucro...
Por isso que, toda vez que o Instagram sai do ar e ameaça cair de vez, eu fico no meu canto pensando: agora vai! Mentira, eu penso na galera que fica ai comprando seguidor pra superlotar a desgraça da plataforma que já tá capenga.
Pensando aqui, que toda plataforma que massifica, perde o controle. Por isso que muitas redes sociais se perderam com o tempo e muitas outras novas são criadas, mais restritas e personalizadas.
Agora eu vou viajar um pouco...
Estou acompanhando o pre-debute do TripleS, um girlgroup sob administração do Jaden Jeong, e notei que criaram uma plataforma, tal como o Weverse ou o Vlive ou o Universe, porém apenas para esse grupo e seu fandom. Restrito e mais fácil de controlar. Quem quiser saber sobre o grupo, acompanhar agenda e falar com integrantes, tem que utilizar esse plataforma específica e não uma genérica como o Instagram, o Twitter ou até o Weverse. O mesmo aconteceu com o NewJeans que tem o aplicativo Phoning pra mesma finalidade.
Cumpre basicamente o papel de uma webpage
Eu achei genial e penso que a tendência seja essa, plataformas cada vez mais nichadas. Não que as plataformas de grande porte vão sumir, se acabar, perder usuários significativamente... Acredito que não e não vejo problema continuarem existindo e coexistindo.
Essas plataformas globalizadas, como eu chamo, são UMA forma da interação na internet existir, UMA forma de rede social. Não é a única forma, nem deve ser a única opção. Talvez eu seja antiquada e goste de cada coisa num lugar, mesmo que isso signifique 500 apetrechos diferentes. Prefiro isso a um apetrecho só, com todas as funcionalidades. Nem sempre a praticidade ou o multiuso entrega o melhor desempenho. Quase nunca, na verdade.
Também entendo porque na China, no Japão, na India, a galera tenham seus próprios aplicativos e correspondentes ao Youtube e cia, utilizados em massa pela população local. Ou porque em Cuba tão tentando desenvolver sua própria internet e forma de distribuição. Porque é mais "fácil" de ter controle, de uso, de dados, de manutenção e você não fica dependente de uma empresa dos Estados Unidos que tem milhões de donos, cada um com um interesse diferente que em nada envolve um desenvolvimento de uma boa plataforma de interação social ou de incentivo a criatividade ou de compromisso com a cultura, ou de propagação de informação confiável (essa daqui é osso). É tudo sobre consumismo, não importa como ou de que/ quem, acolhido e acobertado pelo discurso de liberdade de uso e expressão.
É nessas horas que as plataformas pagas, de antemão, são melhores. Mas ai é outro assunto complicado também.
No fim, eu perdi uma conta de trabalho importantíssima no Instagram e tive que me virar...
Link relacionado:
CUBA, INTERNET E QUEM É QUE TEM LIBERDADE, por Debora Baldin | 24 jul. 2018


Enfim, faz um décadas que num vejo, olá, como vai? Não morri eu juro.
ResponderExcluirComo sou muito chata com redes socais, quase não fico mais presente. Minha vida ultimamente tem sido uma pequena correria, e eu me sinto fora de órbita. É muito estranho.
New Jeans fez tanto sucesso, e foi mais que imediato. Só espero que lancem algo novo logo.
Olá gatinha, kkkk ta tranquilo.
ExcluirTudo na internet é muito rápido ao mesmo tempo que é sempre a mesma coisa se repetindo várias vezes. Então ficar longe por alguns dias, faz parecer que ta tudo de ponta cabeça, mas na verdade nada mudou efetivamente, vida que segue.
O newjeans foi uma sacada inteligente num período propício e bem planejada. Vai render muito ainda.