Bookmark: "O segredo do sucesso criativo é o desequilíbrio"

Será se um dia eu vou finalmente ter escrito o suficiente? Vou chegar num ponto de já ter escrito sobre tudo o que eu queria, ao ponto de não ter vontade de escrever mais sobre nada, só citar um texto que eu já escrevi sobre o assunto, tal como Demerval Saviani faz em seus artigos sobre educação? Acho chique, ao final  do artigo, tem uma lista de referências só com textos autorais. Meu amigo que é autossuficiente. Ou será se eu vou cansar de escrever sobre as mesmas coisas e pensar que nada mais faz sentido? 

Não são preocupações no momento, mas fiquei pensando sobre, principalmente durante esse BEDA. Ta saindo tudo não conforme o plano e talvez eu esteja no caminho certo de acordo com o título, pois tá tudo totalmente desequilibrado. Do caos, surge a criação. No fim, as coisas tão se encaixando. Pra não dizer que ta tudo uma bagunça, a conquista da semana passada foi ter respondido a todos os comentários, muito fofos, que ficaram acumulados desde março. 

Nessa bookmark tem coisas que não representam meu estado de mente do momento, mas fazem sentido, ou foram bem escritas, despertaram reflexões e merecem ser guardadas:

What are you oversaturated with? I'm at a point where I'd like to write less about relationships, physical appearance, interpersonal conflict and emotional turbulence. Not because I’ve artistically exhausted any of those things, but because I’m personally exhausted of them. There’s a quote that describes addiction as the opposite of variation. I’m sick of addiction and I want variation; I don’t want to write about these experiences anymore because I’ve long been fascinated by them, spent time exploring them thoroughly, and now want to experiment with new subjects. But what do I write about, if not the things I’ve always written about? One answer is to shrug and say, I don’t feel like writing today, I will when I feel the urge. But that often results in not writing very much at all. How do you get better if you don’t put in the practice? How do you mature aesthetically, and produce output that’s closer and closer to what you want to make?

[...]

Making things requires integrity, which is to say commitment to what you are trying to do. Without conviction there is nothing. I’m trying to take input from the world around me and give something back. What do I want to give back? A considered response. To respond thoughtfully requires a level of belief and attentiveness and creativity that I sometimes doubt I have inside me. But I believe that in attempting to search for it, we produce it: necessity births invention. I want to dig within myself, and then keep digging past the cliches, the bad first drafts, the failed ideas. To keep myself constantly off-kilter, to expand the search space, to want to know. Life is a two-part excavation: of the undiscovered outer world, and the unexamined within.

How to write and what to write about, por Ava Huang | 28/12/2018 (grifo meu).
Nunca gostei de me ler, não sei dizer o porquê. Acho que sinto vergonha das raivas do passado, ou do modo como foram expostas as raivas do passado, já que as raivas continuam as mesmas. Tudo o que digo na hora parece lindo, sincero e bem montado, mas tudo envelhece numa cafonice que eu não aguento e decidi arquivar algumas coisas.

SORROW ATE ME, I'M NOT ME ANYMORE por Helen Araújo (Um Velho Mundo) | 19/02/2023.

2 comentários:

  1. oi Lana!
    vim conhecer o teu blog e, além de ter ficado encantada com tudo o que você construiu aqui, me peguei lendo e relendo a frase que abre esse post: "Será se um dia eu vou finalmente ter escrito o suficiente?". de primeira, me espantei com o seu questionamento de pensar que um dia vai ter escrito sobre tudo o que queria porque de cara, quando entrei aqui, reparei na infinidade de assuntos que você aborda em cada texto. não sei se o teu projeto de escrever todos os dias em abril acaba incentivando essa variadade, provavelmente sim. então reconheci um incômodo que ainda não tinha parado para analisar que é o de conhecer os escritos de uma pessoa e ter a impressão de que a cada texto a pessoa escreve basicamente a mesma coisa. já viu algo assim?
    enfim, comecei a divagar. só queria dizer aqui no teu espaço que adorei conhecer teu blog <3

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    Respostas
    1. Oi Luisa!

      O projeto de abril é justamente pra publicar os milhões de textos que estavam engavetados desde o ano passado. E um teste pra ver se eu finalmente quieto o facho em relação a alguns temas k.

      Você pergunta se eu já vi algo assim, sendo que é exatamente isso o que eu faço aqui no blog e em todo caderno que eu tive kkkkk. Minha surpresa é ler algo antigo e perceber que estou me repetindo ou que é um pensamento recorrente, no caso, é o momento de perceber que eu respondo da mesma forma a certos estímulos, há vários anos. Escrever/ documentar é minha única forma de notar esses padrões e talvez mudá-los, mas a repetição faz parte, incluindo o incômodo com ela.

      Aqui é espaço livra para divagações, fique a vontade! Fico feliz de ter ver por aqui, até mais vezes. Xero!

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