Eu preciso escrever sobre música e ler sobre mim

Música é um interesse especial meu. Às vezes, eu penso que deveria fazer ou ter feito algum curso relacionado a isso, pra poder entender a fundo e matematicamente como funcionam as composições. Mas então eu penso que talvez estragaria toda a graça que é pra mim ouvir música. Eu sinto que preciso de música sempre, todos os dias, toda hora. E que sempre que eu estou ouvindo música, eu preciso escrever sobre ela. Sobre o que estou ouvindo, sobre o que eu sinto, sobre o que eu percebi, sobre o que a música me remete. Foi por isso que eu criei uma página no blog só pra falar de álbuns musicais.

Eu queria escrever um post sobre o grupo idol japonês Phantom Siita que é produzido pela Ado, uma cantora que gosto muito e conheci há bons anos. Então, comecei a montar minha playlist de janeiro a partir das músicas do grupo, aproveitei pra colocar uma música tailandesa que não saia da minha cabeça... Depois me deu vontade de ouvir uma música vietnamita que eu não lembrava de cabeça, então fui procurar na minha playlist de músicas asiáticas no youtube, na inocência de que seria um caminho fácil e prático.

Eu não lembrava que essa playlist fosse tão extensa e complexa. De repente eu já não queria mais ouvir a música vietnamita, mas uma apresentação ao vivo do Kalafina que estava salva na playlist e, logo em seguida, outra que era abertura do anime Utena, que eu assisti em 2017. Também tinha as chinesas que estão salvas do tempo do bumba, de quando eu assistia reality show de idol chinês. E aquele cover que o ator de Winter Begonia fez de uma clássica chinesa que até virou meme. Mas logo em seguida tem milhares de ost de BL tailandeses lá de 2019, quando eu comecei a assistir TharnType. Dessa mesma época, tem as ost de The Untamed. Pelo meio, eu acabei achando aquela vietnamita do início, que eu já nem me lembrava mais que estava em busca, nem por qual motivo eu queria ouvi-la.

Mais pro fim da lista estão as visual kei que estive ouvindo de um ano pra cá, misturada com algumas de um boygroup filipino que eu gosto e outras da Ado que são lançadas com frequência. Pois é... A Ado que eu falei do início, que me fez querer escrever esse post.

Não que eu vá falar mais algo sobre ela agora, mas é importante lembrar de onde começou toda essa viagem. Certo é que eu não sabia que eu tinha vivido tantas vidas e conhecido tantas gente assim. É por isso que dá no fim do ano e o Spotify contabiliza mais de 600 artistas diferentes nos meus ouvidos. Eu ouço muita música. Crio muitas playlists e com isso tenho um registro de eras da minha vida. 

Agora, nesse período de aniversário, chegando aos meus 27 anos, todo dia eu sou pega de surpresa pela minhas lembranças de vida. De lugares que eu ia ha 10 anos, coisas que eu fazia ha 15 anos e tudo parece tão tão distante, que nem parecem pertencer a uma vida só, muito menos a minha. Seria isso uma crise dos 30? Acho que ainda ta muito cedo. 

Acho que o tempo de pandemia também me deixou um pouco deslocada, porque, coisas que aconteceram em 2019 ja são muito antigas e coisas que aconteceram antes de 2019 são muito mais, tanto que eu mal me recordo delas. Então quando me vem uma lembrança de algo, parece não sou eu quem lembro, mas algo que eu li em algum lugar, como se lê quando se vai ao museu, em placas escritas sobre outras pessoas.

Parece muito drama pra alguém que só tem 27 anos, mas é uma sensação real. 

Logo eu escrevo muito sobre minha vida, escrevi muito sobre minha vida e espero continuar escrevendo enquanto puder. Mas ler o que escrevo, já é algo que eu não faço tanto quanto gostaria. Antigamente eu fazia uma leitura dos meus cadernos uma vez no ano, mas agora que migrei minhas escritas pro blog, eu acabo so lendo o blog mesmo. As coisas de 2019 pra trás, estão sendo comidas por traças. Já nao revisito pastas de fotos como fazia antes tbm, depois de uma bela de uma crise de pânico que tive por causa disso em 2021, ou foi 2022, não sei.

Ainda tenho que voltar para ver e ler essas coisas, um dia, nao sei quando, nao sei se logo. Por enquanto, eu revisito minha vida pela música, tentando juntar os pedaços para formar uma vida só, de 27 aninhos.

Eu não sei se alguém lembra dessa música acima, mas ela foi um viral de tiktok de 3 anos atrás que eu gostava muito, um reggae gostosinho, por isso salvei na playlist.

4 comentários:

  1. Confesso que não me lembro dessa música! Aproveito para desejar um bom ano 2025!

    Bjxxx
    Teresa Isabel Silva
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  2. Bah, falando em música tailandesa, tu já viu no YouTube a versão tailandesa de The Mask Singer? O meu marido descobriu em... 2014? 2015? Não sei, faz tempo. Mas bastou pra eu baixar várias músicas tailandesas (e me convencer de que é uma língua absurdamente complexa de pronunciar).
    Nós gostamos muito do Corvo da primeira temporada :D

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  3. Vendo você narrando uma viagem no tempo por contas de suas fanlists me lembra de quando busco por uma música específica e a plataforma me encaixa uma faixa na outra e meu cérebro fica todo eufórico com "minha nossa, a quanto tempo eu não escuto funkist!" e dali em diante eu simplesmente me lembro de outras músicas nostalgicas e passo a tarde.

    Adorei o seu listening log e adoraria ter gana de criar um para chamar de meu mas ultimamente ando num desapego de tudo que fiquei surpresa quando deletei todas as músicas que tinha baixadas no celular para criar uma conta no spotify aliás, sobre o illit agora que me liguei do que as meninas no njws diziam da hybe estar usando o "estilo" que catapultou elas em outros núcleos da empresa (e fiquei surpresa de ter curtido illit no mesmo ritmo que curti njws, sdds njws, haha) e se você ainda quiser entender de música lanabanana querida tenho um canal para te indicar: Jackie X (@Jackiexmusic)

    Esse manja, vai por mim!

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  4. Não lembro da música, mas acho que é pq comecei a usar o TikTok um bom tempo depois que ele começou a hypar, então devo ter perdido esse viral. Penso exatamente como vc, eu amo música, num tanto que queria ter um chip instalado na minha cabeça pra ouvir a música que eu quisesse em qualquer lugar que eu estivesse, sem precisar de um fone pra isso. E tem músicas que eu amo tempo que eu queria injetar no meu sangue. Coisa de doido. Eu penso em escrever mais sobre música, mas sinto que não tenho o conhecimento técnico suficiente pra isso, então me mantenho em posts que carregam a minha opinião de leiga e tá tudo bem. Acho que seria legal vc, algum dia, trazer essas playlists mais fora do comum, como as músicas tailandesas e vietnamitas que vc conhece, pra gente (eu) conhecer!

    Abraços, nanaview

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